O Brasil está em busca de quase R$ 30 bilhões para colocar de pé uma nova frente bilionária de negócios que promete transformar a economia nacional. A proposta foi apresentada durante um grande encontro internacional e mira investidores estrangeiros interessados em projetos estratégicos de longo prazo.
A carteira reúne 35 projetos de minerais críticos, somando cerca de R$ 28,5 bilhões, e foi levada ao maior evento global do setor em Toronto. Justamente nesse palco internacional o país tentou mostrar que pode ir além da extração bruta e avançar no processamento e beneficiamento desses recursos.
O material foi organizado pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos em parceria com a Agência para o Desenvolvimento e Inovação do Setor Mineral Brasileiro e o Instituto Brasileiro de Mineração. A iniciativa busca oferecer segurança jurídica e transparência aos investidores estrangeiros.
Segundo a CNN Brasil, o catálogo detalha estágio de cada projeto, estimativas de produção e situação do licenciamento ambiental. No entanto o objetivo central é justamente atrair capital privado para acelerar empreendimentos considerados estratégicos.
Entre os destaques está o Projeto Araxá, da australiana St. George Mining, voltado à exploração de nióbio e terras raras na cidade de Araxá. A empresa negocia até mesmo acordos com a americana REalloys para garantir mercado à produção futura.

Brasil: Novo centro será construído
A mineradora também anunciou um centro tecnológico em parceria com o CEFET-MG, incluindo uma planta piloto de processamento mineral. Justamente essa etapa é vista como essencial para agregar valor e reduzir a dependência da exportação de matéria prima.
Além das terras raras, projetos de lítio e grafite aparecem como peças chave nessa nova corrida global por minerais críticos. Especialistas avaliam que, se os investimentos se confirmarem, o setor pode se tornar o mais lucrativo do país desde o ciclo do petróleo.






