O técnico Carlo Ancelotti definiu, nesta semana, a pré-lista com 55 nomes que poderão representar a Seleção Brasileira na Copa do Mundo. Com a presença de sete jogadores do Flamengo, a relação foi entregue à Fifa pela CBF e dela sairá a lista definitiva de 26 atletas.
Para o Rubro-Negro, clube com o maior número de representantes, a chamada “lista larga” pode ter sido um presente indigesto, por assim dizer. Isso porque a presença dos jogadores, todos com importância dentro do elenco comandado por Leonardo Jardim, acaba sendo uma vitrine para times de fora, especialmente europeus.
Com a janela de transferências se aproximando, não seria surpresa nenhuma se a equipe da Gávea passasse a ser assediada nesse sentido. O zagueiro Léo Ortiz, por exemplo, vem sendo apontado como possível alvo do Real Betis, da Espanha, no noticiário esportivo ligado ao mercado da bola.

Além da questão mercadológica, convém destacar, também, o impacto esportivo que a lista pode causar. Uma não convocação para a disputa do Mundial pode abalar os atletas, enquanto uma convocação tem potencial para desgastá-los para a sequência da temporada – cenários que seriam devastadores para Jardim.
Flamengo receberá bolada da Fifa
Para o ciclo de 2026, a Fifa confirmou a distribuição de US$ 355 milhões (R$ 1,8 bilhão, na cotação atual) para os clubes que cederam jogadores às seleções. O valor, que faz parte do Programa de Benefícios aos Clubes, é uma forma de compensação financeira.
Como o Fla foi uma das agremiações que mais cederam seus atletas ao longo dos últimos quatro anos, deve receber uma grana significativa até o Mundial. Além dos brasileiros selecionáveis, o plantel rubro-negro conta com gringos que também são frequentemente lembrados por seus respectivos países.
São os casos de Varela, Pulgar, Arrascaeta, De la Cruz, Plata e Carrascal. Todos, inclusive, com chances de serem chamados para a Copa, com exceção de Arrasca, que sofreu uma lesão recentemente e ficará ausente dos gramados por um período.






