A implantação do impedimento semiautomático em um estádio do Norte marca um novo passo no futebol brasileiro, com a CBF avançando na modernização da arbitragem. A novidade chega para colocar a região no mapa dessa tecnologia.
O Mangueirão, estádio do Remo e que é a maior praça esportiva do Pará, tem capacidade para até 55 mil torcedores e passa a integrar o grupo de arenas adaptadas. Justamente por isso, o local entra em uma fase importante de ajustes antes da estreia oficial do sistema.
A estrutura envolve 28 câmeras de alta precisão posicionadas em diferentes pontos do estádio. Essas câmeras, combinadas com inteligência artificial, conseguem gerar animações detalhadas para avaliar lances ajustados de impedimento.
No entanto, a tecnologia ainda não será utilizada imediatamente em jogos oficiais. O estádio passa por testes operacionais e pela chamada habilitação das linhas, etapa essencial para garantir a precisão das decisões.
A CBF deixou claro que o uso no futebol brasileiro só será liberado quando todos os estádios da Série A estiverem prontos. Até o momento, arenas como Maracanã, Neo Química Arena, Couto Pereira e Arena da Baixada já são consideradas aptas.
Outros estádios seguem em fase final de preparação, como o próprio Mangueirão, além de Mineirão, Beira-Rio e Arena do Grêmio. A expectativa existe, mas a entidade evita definir um prazo oficial para início.

Mudanças também no VAR
Outra alteração relevante no Mangueirão envolve a cabine do árbitro de vídeo. Até então posicionada no chamado lado B, próximo aos bancos de reservas, ela foi deslocada para o lado A.
Segundo a CBF, a mudança busca oferecer mais tranquilidade aos árbitros durante as partidas. Até mesmo esse detalhe reforça a tentativa de padronização nacional, seguindo o modelo adotado em outros estádios do país.






