A cidade mais populosa desse país está prestes a concluir o maior arranha-céu de madeira do mundo. Com 40 andares e previsão de entrega para 2026, o projeto vem chamando atenção justamente por apostar em uma estrutura sustentável em meio ao setor tradicional da construção civil.
Embora muita gente, ao observar a Austrália, associe Camberra ao protagonismo político do país, é em Sydney que o empreendimento ganhou força. O edifício foi batizado de Atlassian Central e terá cerca de 180 metros de altura, se consolidando como uma das obras mais ambiciosas da engenharia moderna.
O projeto utiliza um sistema híbrido que mistura madeira engenheirada, aço e concreto em pontos considerados mais críticos. A proposta foi desenvolvida pelos escritórios SHoP Architects e BVN, que trabalham em uma solução focada tanto na resistência quanto na durabilidade da estrutura.
O principal destaque está justamente no chamado mass timber, material produzido a partir de camadas de madeira prensadas e coladas sob alta pressão. Além da resistência mecânica elevada, o modelo também apresenta desempenho eficiente em casos de incêndio, já que a parte externa se carboniza e protege a estrutura interna.

Projeto aposta na redução das emissões
Além da inovação estrutural, o Atlassian Central também ganhou notoriedade pelo impacto ambiental reduzido. Isso porque a madeira usada na construção funciona como uma espécie de reservatório natural de dióxido de carbono, armazenando o CO₂ absorvido pelas árvores durante o crescimento.
Dados do World Green Building Council apontam que a construção civil responde por cerca de 39% das emissões globais de carbono. Justamente por isso, projetos semelhantes começam a ganhar espaço como alternativas mais sustentáveis para o futuro da engenharia mundial.
A expectativa em torno do arranha-céu também cresce pelo potencial de reduzir em até 50% a pegada de carbono quando comparado aos métodos tradicionais. Até mesmo especialistas do setor enxergam a iniciativa australiana como um possível marco para a arquitetura sustentável nos próximos anos.






