Recentemente, o Brasil encontrou o menor fóssil da América do Sul. O Sauropia macrorhinus era um animal de dimensões minúsculas que viveu há 240 milhões de anos, de acordo com o estudo publicado no “Scientific Reports”, do grupo da revista “Nature”.
Os responsáveis pelo achado foram paleontólogos brasileiros da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). O fóssil foi encontrado em um sítio com depósitos triássicos no interior do estado do Rio Grande do Sul. Ele tem um crânio de 9,5 milímetros de comprimento, que cabe na ponta de um dedo.

Estima-se que o Sauropia macrorhinus tinha cerca de cinco centímetros de comprimento total, ou seja, mais ou menos o tamanho de um lagarto comum. Seus dentes tinham formato de pino, com seção transversal circular e sem constrição na base. Ao que tudo indica, sua dieta era baseada em pequenos invertebrados, como insetos.
Trata-se de uma espécie completamente nova, que chama a atenção justamente pelo tamanho nunca antes visto. Aliás, as dimensões do fóssil dão um novo panorama sobre a vida em ecossistemas que existiam antes do domínio dos grandes dinossauros, que são tidos como os grandes predadores que já habitaram a Terra.
Crânio minúsculo
Conforme destacado anteriormente, o que mais intrigou os paleontólogos após a descoberta foi o tamanho do crânio da criatura. Os 9,5 milímetros fazem do crânio dela o menor já visto em qualquer outro animal da espécie a qual ela pertence.
A efeito de comparação, os crânios de espécies relacionadas são pelo menos 2,5 vezes maiores. Em alguns casos, podem ser até 9,5 vezes mais longos. Essa diferença levanta a possibilidade de que o fóssil seja de um indivíduo jovem, que ainda não havia alcançado a maturidade esquelética.
De toda maneira, a descoberta oferece um cenário para os cientistas entenderem como esses animais viviam e se desenvolviam em uma época em que os humanos estavam longe de se consolidar seu domínio no planeta.






