Com um investimento estimado em US$ 500 bilhões, a Arábia Saudita avança na construção de uma das cidades mais ambiciosas já planejadas no mundo. Batizado de The Line, o empreendimento integra o megaprojeto NEOM e propõe uma ruptura total com o modelo tradicional de urbanização, ao concentrar moradia, trabalho e lazer em uma estrutura linear e vertical.
Cidade linear terá dimensões inéditas no mundo
O projeto chama atenção por suas proporções fora de escala. A cidade terá 170 quilômetros de extensão, apenas 200 metros de largura e 500 metros de altura, formando uma espécie de “muralha urbana” espelhada que corta o deserto saudita. As fachadas refletivas foram pensadas para integrar a construção à paisagem natural, atravessando áreas desérticas, montanhosas e costeiras.
Urbanismo vertical promete acesso rápido a serviços
The Line foi concebida com base no conceito de urbanismo tridimensional, no qual residências, escolas, hospitais, escritórios e áreas de lazer ficam sobrepostos verticalmente. A promessa é que todos os serviços essenciais estejam acessíveis em até cinco minutos a pé, eliminando a necessidade de longos deslocamentos diários.

Sustentabilidade e mobilidade sem carros
Um dos pilares do projeto é a sustentabilidade. A cidade foi planejada para operar com emissão zero de carbono, sem ruas ou automóveis. O transporte interno será feito por um trem de alta velocidade, capaz de percorrer toda a extensão da cidade em cerca de 20 minutos, reduzindo drasticamente o uso de combustíveis fósseis.
Alta densidade com menor impacto ambiental
Apesar de concentrar milhões de habitantes, The Line ocupará uma área relativamente pequena em comparação com cidades convencionais. A expectativa é que cerca de nove milhões de pessoas vivam em apenas 34 quilômetros quadrados, preservando aproximadamente 95% do território natural ao redor.
Visão futurista gera entusiasmo e questionamentos
Autoridades sauditas classificam o projeto como um marco para o futuro das cidades e um exemplo de convivência entre tecnologia e natureza. Especialistas em urbanismo e meio ambiente, no entanto, observam o empreendimento com cautela, levantando dúvidas sobre os desafios de execução, os custos de manutenção e a adaptação social dos moradores a um modelo urbano tão radical.






