Circula nas redes sociais a informação de que passageiros plus size terão de comprar dois assentos em voos a partir de 2026. A alegação, no entanto, não reflete a realidade brasileira. O conteúdo viral distorce regras aplicadas apenas em companhias aéreas estrangeiras.
O caso citado envolve a Southwest Airlines, que atualizou sua política para voos domésticos. A medida exige a compra antecipada de assento adicional em situações específicas. Essa regra, porém, não tem validade no Brasil.
Regras no Brasil priorizam acessibilidade
No país, a regulamentação é feita pela Agência Nacional de Aviação Civil, que estabelece critérios voltados à inclusão. Passageiros que necessitam de assistência especial podem solicitar assento extra. O custo, nesses casos, é limitado a uma fração do valor da passagem.
Companhias como LATAM Airlines, Azul Linhas Aéreas e Gol Linhas Aéreas adotam medidas para garantir conforto. Entre elas estão extensores de cinto e acomodação adequada mediante solicitação prévia. A recomendação é informar a necessidade com antecedência.
O embarque só pode ser negado em situações extremas que envolvam segurança operacional. Fora isso, a prioridade é assegurar o transporte com dignidade. As normas brasileiras buscam equilíbrio entre segurança e acessibilidade.

Projetos em discussão no Congresso
Atualmente, propostas legislativas tratam do tema no país. O Projeto de Lei do Senado 524/2022 prevê a oferta gratuita de assento adicional em certos casos. A medida ainda está em análise e não entrou em vigor.
Outro projeto em tramitação na Câmara segue linha semelhante. Até o momento, não existe legislação que obrigue a compra de dois assentos de forma generalizada. Portanto, a informação que circula nas redes não procede.
Especialistas apontam que a disseminação de notícias incorretas pode gerar insegurança entre passageiros. A legislação brasileira tem foco em inclusão e não em penalização. Por isso, é importante buscar informações em fontes oficiais.






