Uma empresa que conta com 15 mil funcionários vai ampliar sua presença no Brasil com um projeto de grande porte no setor de defesa. A companhia pretende inaugurar ainda neste ano a maior fábrica de mísseis da América Latina, reforçando a capacidade de produção militar instalada no país.
A nova unidade está sendo construída em Caçapava, no Vale do Paraíba, interior de São Paulo. O empreendimento pertence à Siatt, empresa brasileira especializada em sistemas de defesa e que atualmente é controlada pelo grupo Edge, dos Emirados Árabes Unidos.
Segundo informações divulgadas pela companhia, a estrutura foi planejada para produzir até oito mísseis antinavio por mês. Justamente por essa capacidade, a fábrica deverá se tornar a maior da América Latina em volume de produção quando entrar em operação, com inauguração prevista para novembro.
De acordo com Rodrigo Torres, diretor financeiro da Edge, o projeto não foi desenvolvido apenas para atender demandas nacionais. A intenção é que a unidade também abasteça clientes internacionais, enquanto a Siatt continua ampliando seu portfólio e expandindo sua atuação no setor.
A Edge foi criada em 2019 a partir da união de 25 empresas dos Emirados Árabes Unidos ligadas às áreas de defesa e segurança. Atualmente, o grupo possui cerca de 15 mil funcionários, receita anual próxima de US$ 5 bilhões e realizou aproximadamente 25 aquisições nos últimos dois anos, incluindo as brasileiras Siatt e Condor.

Mercado de defesa segue em expansão
Além da fábrica em Caçapava, a empresa prepara uma nova unidade em São José dos Campos. O foco será o desenvolvimento de tecnologias de monitoramento, sensores, câmeras e equipamentos não letais, acompanhando uma estratégia de ampliação da presença da companhia no mercado brasileiro.
Segundo Rodrigo Torres, o crescimento dos investimentos militares em diferentes regiões do mundo tem impulsionado o setor de defesa. Ele também destacou que inteligência artificial, drones, radares e sistemas conectados já ocupam papel central em muitos produtos da Edge, enquanto soluções para monitoramento de fronteiras ganham cada vez mais espaço em diversos países, incluindo o Brasil.





