Um estado brasileiro resolveu injetar um adicional ao Bolsa Família, proporcionando um valor extra mensal de R$ 300. Pensado para combater a insegurança alimentar, o Ceará Sem Fome é uma iniciativa do governo do estado destinada a população de baixa renda.
O mecanismo é voltado para lares que não possuem renda suficiente para sustentar todos os moradores. Assim, acrescenta um cartão alimentação no valor de R$ 300 aos R$ 600 pagos pelo Bolsa Família – esse é o valor-base do principal programa de transferência de renda do país, que pode conter adicionais.
“Esse é um programa que acompanha de perto a realidade das famílias cearenses, com o apoio da SPS e Ipece no monitoramento da situação socioeconômica dos beneficiários, garantindo que o apoio chegue a quem realmente precisa. Assim, conseguimos assegurar, todos os meses, alimento na mesa e mais dignidade para milhares de pessoas”, disse a primeira-dama do estado e presidente do Comitê Intersetorial de Governança do Programa Ceará Sem Fome, Lia de Freitas.

Segundo informações oficiais, mais 16,4 famílias cearenses serão contempladas com o valor adicional a partir de maio. Além do cartão, o programa envolve outras duas frentes: uma rede com mais de 1.300 cozinhas, responsável por servir mais de 130 mil refeições diariamente; e ações de mobilização e campanhas solidárias que atendem mais de 50 mil lares com a distribuição de cestas de alimentos.
Requisitos para ingressar no Ceará Sem Fome
Os interessados em participar do programa precisam atender a critérios como estar com o Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) atualizado nos últimos 24 meses e ser beneficiário do Bolsa Família, com renda per capita de até R$ 218. Além de:
- Ter, preferencialmente, mulheres como responsáveis familiares e baixa escolaridade;
- Possuir pelo menos uma criança ou adolescente de até 14 anos na composição familiar;
- Não estar com o benefício do Bolsa Família bloqueado ou suspenso.






