Ter plantas em casa é algo comum e até mesmo recomendado para deixar o ambiente mais agradável. No entanto, algumas espécies populares podem representar riscos à saúde e ainda gerar multa, justamente por envolverem questões sanitárias e ambientais.
A murta, conhecida cientificamente como Murraya paniculata, é muito usada em cercas vivas. No entanto, ela pode hospedar pragas que afetam plantações cítricas, e por isso seu cultivo é restrito em alguns estados, podendo resultar em penalidades.
Já a papoula-do-ópio, da espécie Papaver somniferum, exige ainda mais atenção. O plantio é controlado por lei no Brasil, justamente por estar ligado à produção de substâncias entorpecentes, o que pode gerar multa e até mesmo consequências criminais.
A espatódea, chamada cientificamente de Spathodea campanulata, chama atenção pelas flores grandes e vibrantes. No entanto, é considerada invasora em diversas regiões, podendo prejudicar espécies nativas e levar a notificações ambientais quando plantada de forma irregular.
O noni, da espécie Morinda citrifolia, ganhou fama por supostos benefícios à saúde. No entanto, já foi associado a possíveis danos hepáticos, e até mesmo produtos derivados chegaram a ser barrados por questões sanitárias.
A trombeteira, conhecida como Brugmansia suaveolens, também merece alerta. A planta possui substâncias tóxicas que podem causar alucinações e intoxicações graves, justamente quando há ingestão acidental ou uso inadequado.

Sobre as multas
Especialistas reforçam que o desconhecimento das regras não impede a aplicação de multas. Até mesmo uma planta ornamental pode estar na lista de restrições municipais ou estaduais, exigindo autorização específica para cultivo.
Por isso, vale ressaltar que antes de incluir qualquer espécie no jardim, é fundamental pesquisar e buscar orientação técnica. Justamente ao unir informação e cuidado, é possível evitar riscos à saúde e problemas legais que podem pesar no bolso.






