Em breve, França e Estados Unidos devem firmar parceria de defesa. Segundo o ministro das Finanças do país europeu, Roland Lescure, os franceses estão dispostos a apoiar a nação norte-americana na proteção do Estreito de Ormuz quando as embarcações deixarem de ser alvo de ataques.
“Estamos dispostos a fazer algo para liberar o Estreito de Ormuz, desde que isso deixe de ser uma situação de guerra. Ninguém quer atravessar o Estreito de Ormuz se houver risco de mísseis ou drones caindo sobre sua cabeça”, afirmou, em entrevista à CNBC.
Ainda de acordo com o ministro, o conflito na região precisa arrefecer para que se possa pensar na segurança do Estreito de Ormuz. “Sabemos como fazer isso, mas não se faz isso em uma situação de guerra. Isso se faz em um cenário pacificado, no qual as pessoas precisam estar seguras”, acrescentou.

Junto com Alemanha e Reino Unido, a França vem sendo criticada por Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, por não cooperar na reabertura do Estreito de Ormuz. A passagem marítima controlada pelo Irã é fundamental para a exportação de grandes volumes de petróleo e gás do Oriente Médio.
Os europeus têm relutado em se envolver na guerra de EUA e Israel contra o Irã por considerarem que ela é fruto de uma escolha e não de uma necessidade. Como não há objetivos claros e um desfecho definido, as nações preferem manter distância neste momento.
França não quer entrar no “fogo cruzado”
Assim como o ministro, o presidente francês, Emmanuel Macron, também afirmou nos últimos dias que o país não participará de operações no Estreito de Ormuz enquanto o conflito na região não for resolvido.
“Não somos parte do conflito e, portanto, a França nunca participará de operações para abrir ou libertar o Estreito de Ormuz no contexto atual. Estamos convencidos de que, quando a situação se acalmar, e uso esse termo de forma deliberadamente ampla, ou seja, quando os principais bombardeios cessarem, estaremos prontos, junto com outras nações, para assumir a responsabilidade por um sistema de escolta”, declarou Macron.






