Um golpe aparentemente simples tem causado prejuízos milionários e deixado dezenas de vítimas revoltadas em oficinas mecânicas. A promessa de um serviço básico escondia um esquema articulado que explorava justamente a confiança e a boa-fé dos clientes.
No Distrito Federal, a situação chamou a atenção da Coordenação de Repressão aos Crimes contra o Consumidor, a Ordem Tributária e Fraudes, conhecida como Corf, após uma série de denúncias formais. As investigações apontam que mais de 80 pessoas foram lesadas, com prejuízo estimado superior a R$ 600 mil.
Os principais alvos eram idosos, escolhidos justamente por serem considerados mais vulneráveis a esse tipo de abordagem. Ao buscarem um serviço simples, como a troca de um pneu, acabavam induzidos a autorizar reparos que sequer eram necessários.
Depois do primeiro conserto, surgiam supostos novos defeitos que até então não haviam sido mencionados. Com isso, os orçamentos saltavam rapidamente para valores entre R$ 15 mil e R$ 20 mil.
Quando as vítimas questionavam os valores elevados, a situação ficava ainda mais delicada e tensa. Segundo as apurações, havia pressão psicológica, coação e até mesmo ameaças para forçar o pagamento imediato.
O esquema funcionava com base em fraude, intimidação e exploração da confiança, principalmente de pessoas idosas. No entanto, muitos só percebiam o golpe após já terem arcado com quantias altíssimas.

Para escapar da fiscalização, o grupo alterava contratos sociais e transferia as empresas para laranjas, mantendo o esquema ativo. Justamente por essa estratégia de fachada, as atividades ilícitas conseguiam continuar mesmo após ações policiais anteriores.
Envolvidos já tinham “histórico” criminal
As investigações revelaram ainda que os envolvidos já haviam sido alvo de operações anteriores e até mesmo condenações criminais por práticas semelhantes. Mesmo assim, continuavam atuando no setor de oficinas e pneus, repetindo o mesmo modelo de enganação.






