O Governo Federal anunciou a liberação de R$ 3,9 bilhões para trabalhadores brasileiros que tiveram valores do FGTS retidos por causa do saque-aniversário. A medida busca corrigir uma situação que afetou justamente quem perdeu o emprego e não conseguiu acessar o próprio dinheiro.
Os pagamentos fazem parte da segunda etapa de liberação dos valores bloqueados e começam a ser feitos a partir do início de fevereiro. Ao todo, foi constado que cerca de 822 mil trabalhadores devem ser beneficiados nesta fase.
A decisão foi autorizada por meio de uma Medida Provisória publicada no fim de 2025. Ela permite o saque do saldo retido para quem aderiu ao saque-aniversário e foi demitido entre janeiro de 2020 e dezembro de 2025.
No entanto, a regra não altera o funcionamento futuro da modalidade. Quem continuar optando pelo saque-aniversário seguirá sem acesso ao saldo total em caso de demissão.
Segundo o Ministério do Trabalho, a iniciativa não representa o fim do saque-aniversário. O objetivo é aliviar a situação financeira de quem ficou sem renda justamente em um momento delicado.
O ministro Luiz Marinho afirmou que o modelo atual impõe uma limitação considerada injusta. Para ele, impedir o saque integral do FGTS em caso de desemprego gera impacto direto na vida do trabalhador.

Até mesmo trabalhadores com valores comprometidos em empréstimos poderão receber parte do saldo disponível. No entanto, nesses casos, o valor liberado pode ser menor devido aos descontos previstos em contrato.
A expectativa do governo é que os recursos injetem dinheiro na economia e ajudem famílias a reorganizar as finanças. A orientação é que os beneficiários acompanhem o aplicativo do FGTS para verificar datas e valores.
Como o pagamento será realizado?
A maior parte dos pagamentos será feita automaticamente na conta bancária cadastrada no aplicativo do FGTS. Quem não possui conta informada poderá sacar o valor em agências da Caixa, lotéricas ou caixas eletrônicos.






