No Brasil, não há uma legislação que determine a idade máxima para que uma pessoa tenha direito a conduzir um veículo nas estradas do país. No entanto, essa realidade pode não ser a mesma vivida por habitantes de uma nação europeia. Isso porque uma petição pública tem sido divulgada a fim de determinar um limite para que idosos assumam o volante.
Criada em 1º de abril de 2026, a reivindicação deseja estabelecer 75 anos como a idade máxima para que uma pessoa tenha direito a dirigir em Portugal. Diante desse cenário, a iniciativa conduzida à Assembleia da República propõe ainda a cessação automática da validade da carta nessa faixa. Longe de figurar como lei, a discussão tem escalado nas últimas semanas.

Para dar sustentação à solicitação, o texto da petição evidencia que o envelhecimento natural pode comprometer capacidades essenciais para a condução, apontando para o declínio cognitivo, visual e motor como fatores de risco. Caso seja aprovada, a medida prejudicará milhares de idosos que, atualmente, possuem liberdade para conduzir seu próprio veículo, independentemente da idade.
Ainda que parcela da sociedade reconheça a necessidade de a legislação atentar-se às faixas etárias, um outro grupo condena a postura da petição. Em resumo, a proposta vem sendo criticada por discriminar grande parte dos portugueses com base na idade, descartando o direito à mobilidade. Como resultado, o impasse entre segurança rodoviária e autonomia dos cidadãos deve ganhar novos desdobramentos.
Situação atual
Embora as discussões tenham aumentado nos últimos dias, a proposta está longe de virar lei, o que dará um respiro aos idosos acima de 75 anos. De acordo com a própria Assembleia da República, uma petição só é obrigatoriamente apreciada em Plenário se reunir mais de 7.500 assinaturas ou se a comissão parlamentar competente aprovar parecer nesse sentido.
No cenário atual, o texto não passa de uma petição pública online sem tradução legislativa imediata, voltada apenas para avaliar os desejos da sociedade. Contudo, isso não descarta, em um futuro, que o tema possa ser avaliado pelas entidades competentes com maior cautela. Enquanto isso, está em jogo apenas a discussão sobre ser necessário ou não estabelecer uma idade máxima para dirigir em Portugal.






