O plano mais audacioso da Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço (NASA) consiste em realizar missões tripuladas a Marte, o que pode ser facilitado com um novo avanço dos engenheiros. Recentemente, os profissionais contratados pela entidade iniciaram os testes dos rotores que ultrapassam a velocidade do som em condições simuladas ao planeta vermelho.
Ainda que os estudos estejam em estágio inicial, o avanço pode transformar completamente a exploração de Marte. Em testes confirmados pela agência espacial, realizados no Laboratório de Propulsão a Jato (JPL), na Califórnia, os engenheiros conseguiram fazer as pontas das hélices de um novo helicóptero marciano ultrapassarem Mach 1.

Para uma melhor interpretação, o passo tem sido bastante comemorado, especialmente devido ao fato de que o planeta vermelho possui uma atmosfera extremamente fina, em que gerar sustentação é muito mais complicado do que na Terra. Nesse cenário, os resultados podem permitir que helicópteros maiores, mais rápidos e capazes de carregar instrumentos científicos transitem no espaço.
Quais benefícios essa tecnologia da NASA pode trazer?
Na prática, os cálculos dos engenheiros permitiram a quebra de recordes de velocidade, mas a questão central vai muito além desta perspectiva. Isso porque os futuros helicópteros vão apresentar capacidade de transportar cargas científicas muito maiores do que o Ingenuity, o pequeno drone que entrou para a história ao realizar o primeiro voo em outro planeta em 2021.
Conforme os cálculos da Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço, a capacidade de sustentação aumentou cerca de 30%. Por consequência desse aumento, em um médio prazo poderá ser possível direcionar câmeras de alta resolução, sensores avançados, baterias maiores e instrumentos científicos mais sofisticados a Marte.
Os testes preliminares integram o plano estratégico de desenvolvimento da missão SkyFall, prevista para ser lançada em 2028. Sobretudo, o objetivo é enviar três helicópteros avançados para Marte, capazes de atuar de forma muito mais autônoma do que o Ingenuity. A título de comparação, enquanto o pequeno drone original servia apenas como demonstração tecnológica, os novos veículos terão funções científicas reais.






