Nelson Piquet é definitivamente um dos maiores nomes do automobilismo brasileiro e construiu uma trajetória vitoriosa dentro da Fórmula 1 ao conquistar três títulos mundiais. No entanto, justamente longe das pistas, ele mostrou visão estratégica e conseguiu ganhar ainda mais dinheiro com negócios do que acelerando nos autódromos do mundo.
Após encerrar a carreira em 1992, depois de um grave acidente nas 500 Milhas de Indianápolis, Piquet decidiu focar de vez no empreendedorismo. Foi justamente nesse momento que ele apostou na tecnologia e criou a AutoTrac, empresa pioneira em rastreamento de veículos por satélite no Brasil.
A AutoTrac cresceu rapidamente e se consolidou como referência no setor de monitoramento e logística em todo o país. Até mesmo em 2020, a empresa registrou lucro superior a R$ 60 milhões, sendo que Piquet detém cerca de 70 por cento das ações.
Os resultados chamaram atenção porque superaram com folga o que ele acumulou ao longo dos anos como piloto profissional. Em 2002, por exemplo, a empresa já havia faturado cerca de R$ 200 milhões, mostrando a força do negócio fora das pistas.
Além da tecnologia, Piquet diversificou investimentos e firmou parceria com a Pirelli na criação da Piquet Pneus. Ele também investiu no mercado de carros de luxo e fundou equipes como a Piquet Sports para apoiar a carreira do filho Nelson Piquet Jr.

Piquet já fracassou em um de seus negócios
No entanto, nem todas as apostas deram certo ao longo da jornada empresarial do tricampeão mundial. Em 1996, ele adquiriu o Autódromo Internacional Nelson Piquet, mas o local enfrenta dificuldades financeiras e está inativo desde 2014.
A trajetória de Nelson Piquet, de forma geral, mostra que talento e ousadia podem render frutos em diferentes áreas da vida profissional. Justamente por isso, ele é lembrado não apenas pelas vitórias na Fórmula 1, mas também pelo sucesso expressivo como empresário.






