Uma nova estrutura industrial de grande porte começou a operar no Brasil, trazendo impactos que vão além dos números anunciados. No entanto, o destaque não está apenas no valor bilionário investido, mas justamente no efeito direto que a iniciativa pode gerar na economia local.
A unidade foi instalada em Vargeão (SC), uma cidade com menos de 4 mil habitantes, o que amplia ainda mais a relevância do projeto. Mesmo com a geração de 140 empregos diretos, o impacto é considerado significativo para o município e sua dinâmica econômica.
A operação é conduzida pela Nestlé Purina, que iniciou oficialmente as atividades da planta nesta semana. Com investimento de R$ 2,5 bilhões, trata-se do maior aporte da companhia no segmento de pet food no Brasil, voltado exclusivamente para alimentos úmidos.
A nova fábrica quase dobra a capacidade produtiva da empresa nesse tipo de produto no país. Além disso, ela passa a atuar de forma complementar à unidade de Ribeirão Preto (SP), que há mais de 50 anos produz alimentos secos e petiscos.
Segundo Rodrigo Maingue, diretor-executivo de Purina no Brasil, a integração das operações fortalece a competitividade e o papel estratégico do país. Ele destaca que a combinação das unidades amplia a capacidade produtiva e reforça a presença do Brasil na estratégia global da companhia.
O mercado nacional também chama atenção, já que o Brasil ocupa a terceira posição entre os maiores do mundo no setor pet. Com mais de 150 milhões de animais, o país se consolida como um ambiente promissor para expansão do segmento.

Produção com foco externo e tecnologia avançada
A fábrica começou a ser construída em 2021 e foi planejada com foco na exportação desde o início. As primeiras remessas já têm destino definido, com envios para o Chile e planos de expansão para Colômbia e México até 2026.
De acordo com Marcelo Melchior, diretor-executivo da Nestlé Brasil, o projeto une inovação e sustentabilidade em um só modelo. A unidade utiliza energia 100% renovável, tecnologia de Indústria 4.0 e segue metas ambientais como o resíduo zero e neutralidade de emissões até 2050.






