Não é de hoje que vemos pelo mundo algumas riquezas que transformam determinados países em verdadeiras potências. Mais do que isso, algumas nações entram em verdadeiras batalhas para saber quem produz mais. E essa batalha deve acontecer entre Noruega e China por um mineral mais importante que o tão falado ouro.
Uma descoberta relevante na Noruega pode ajudar a Europa a diminuir sua forte dependência da China no fornecimento de metais de terras raras. Atualmente, o continente europeu não conta com minas em operação para a extração desses minerais estratégicos, amplamente utilizados em tecnologias como baterias, turbinas e equipamentos eletrônicos.

O que significa essa grande descoberta?
Uma nova estimativa de recursos minerais da mina em desenvolvimento pela Rare Earths Norway — responsável pelo maior projeto de terras raras da Europa — aponta um aumento de 81% em relação à avaliação realizada há dois anos, segundo a agência Reuters. O projeto, conhecido como Fen, é visto como peça-chave na estratégia europeia para reduzir a dependência da China, maior produtora global desses metais.
De acordo com comunicado da consultoria WSP, o empreendimento possui cerca de 15,9 milhões de toneladas de óxidos de terras raras em recursos indicados e inferidos. Em 2024, a estimativa era de 8,8 milhões de toneladas.
Para Bernd Schaefer, CEO da EIT RawMaterials — entidade financiada pela União Europeia para fomentar o setor de minerais críticos —, a ampliação praticamente dobrou o tamanho conhecido do projeto, transformando-o de uma descoberta promissora em um ativo estratégico de classe mundial.
Desafios e burocracia
A busca por jazidas de terras raras não se limita à Noruega e ocorre em vários países europeus. No entanto, segundo Jan Moström, CEO da LKAB, entraves burocráticos ainda dificultam o avanço de projetos no continente. Isso significa a dificuldade de mais países do velho continente atrás dessas riquezas.
Em entrevista ao jornal The Guardian, Moström afirmou que a Europa criou desvantagens estruturais ao reduzir sua indústria de mineração nas décadas de 1970 e 1980 e passar a importar metais da América do Sul, África e Austrália. Para ele, a retomada da produção local é essencial, mas exige tempo e mudanças regulatórias.






