Uma nova alternativa logística começa a ganhar espaço no Norte do Brasil e pode mudar o caminho da produção agrícola. A proposta surge justamente em meio a dificuldades antigas no transporte, que tornam o escoamento mais caro e demorado.
O projeto prevê uma ligação entre Boa Vista e o porto de Georgetown, na Guiana, criando um novo acesso ao Canal do Panamá. A mudança pode reduzir em até 10 dias o tempo de viagem da soja produzida em Roraima, além de cortar custos.
Hoje, o trajeto é longo e envolve várias etapas que encarecem o processo. A carga segue de caminhão até Manaus e depois percorre o Rio Amazonas até o Oceano Atlântico antes de seguir viagem.
Com a nova rodovia, o transporte passaria a ser feito direto por terra até o litoral da Guiana. Isso elimina etapas e torna o envio mais rápido, algo visto como essencial para o setor.
A expectativa é que o impacto seja sentido na competitividade do produto brasileiro no exterior. Enquanto cargas do Sul levam cerca de duas semanas, essa nova rota pode reduzir o tempo para cerca de quatro dias.
Apesar disso, ainda existem entraves importantes para a execução completa do projeto. Parte da estrada na Guiana não é pavimentada e há necessidade de uma ponte em um ponto estratégico.

Desafios ainda travam avanço do corredor
Para os produtores de Roraima, que cultivam cerca de 150 mil hectares de soja, a rodovia também pode reduzir custos de insumos. Fertilizantes e calcário, por exemplo, podem chegar de forma mais barata.
Além disso, a conexão com Georgetown pode ampliar relações comerciais entre Brasil e Guiana. Com melhorias na infraestrutura, o corredor pode se tornar essencial para o agronegócio da região.






