Recentemente, o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) anunciou um novo mecanismo em função da contratação de empréstimo consignado. Embora a autarquia federal tenha alegado se tratar de uma medida para aumentar a segurança, combater fraudes e evitar superendividamento, aposentados e pensionistas não aprovaram o cenário montado.
Conforme levantamento desenhado pelo blog “meutudo”, os beneficiários do INSS demonstram preocupação com o novo modelo de bloqueio. A pesquisa revela que, embora as mudanças visem reduzir o número de golpes, muitos segurados sequer entendem como o mecanismo opera, além de ter receio sobre a operacionalidade da entidade.

Para uma melhor compreensão, segundo a pesquisa do Datatudo, realizada com mais de mil leitores, 25% das pessoas afirmam ter medo de não conseguir contratar o crédito no momento desejado. Em continuidade, 22% dos entrevistas acreditam que o protocolo pode ser mais demorado do que o esperado, enquanto outros 21% demonstram preocupação com possíveis falhas no sistema da Previdência.
Justificando a desconfiança por parte dos aposentados e pensionistas, entre as novas regas do INSS estão as etapas de validação, como por exemplo a biometria facial, além de controles mais rígidos para a autorização do crédito consignado. A crítica dos segurados fica a cargo ainda do fato de a metodologia atual exigir conhecimentos específicos das ferramentas digitais.
Mudanças evidenciadas
Nos últimos dias, o Tribunal de Contas da União (TCU) determinou a suspensão temporária de novos empréstimos consignados para beneficiários do INSS. Essa ação foi oficializada na tentativa de corrigir falhas de segurança no sistema “e-Consignado”. Confira quais são as principais regras do crédito consignado do INSS:
- A margem total passa de 45% para 40% do valor do benefício.
- A margem será composta por: 35% para Empréstimo Consignado e 5% para Cartão de Crédito Consignado/Cartão de Benefício.
- Os cartões consignados de 10% de margem (5% + 5%) estão sendo extintos gradualmente devido às altas taxas de juros.
- Aumentou para até 108 meses (anteriormente 96).
- Permitida carência de até 90 a 120 dias para o início do pagamento das parcelas.
- As taxas máximas ficaram em torno de 1,66% ao mês para empréstimo pessoal e 2,46% para cartões






