Um novo medicamento desenvolvido na Europa pode trazer alívio para mulheres que enfrentam sintomas intensos da menopausa. A pílula chamada Fezolinetant foi aprovada recentemente pelo sistema público de saúde do NHS.
O tratamento é indicado principalmente para combater ondas de calor e suores noturnos. Esses sintomas, conhecidos como fogachos, são comuns durante a transição menopausal. Muitas mulheres relatam impacto significativo na qualidade de vida e no sono.
O medicamento é comercializado com o nome Veozah e foi desenvolvido pela farmacêutica Astellas Pharma. No Brasil, a substância ainda aguarda avaliação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária para eventual liberação.
Como a nova pílula atua no organismo
O diferencial do tratamento é que ele não utiliza hormônios. Em vez disso, o medicamento atua diretamente no sistema cerebral responsável por regular a temperatura do corpo. Esse mecanismo está ligado aos episódios de calor repentino típicos da menopausa.
Durante essa fase da vida, ocorre queda na produção do hormônio estrogênio. Essa mudança provoca alterações no centro termorregulador localizado no hipotálamo. Como consequência, o organismo passa a reagir de forma exagerada às variações de temperatura.
O fezolinetante bloqueia a ação de uma molécula chamada neurocinina B. Essa substância envia sinais que desencadeiam as ondas de calor e os suores noturnos. Ao impedir essa ligação, o medicamento ajuda a reduzir os sintomas.

Resultados de estudos e possíveis benefícios
Pesquisas recentes avaliaram os efeitos do tratamento em mais de 900 mulheres entre 40 e 75 anos. O estudo acompanhou pacientes que apresentavam sintomas moderados ou intensos. Após algumas semanas, os resultados mostraram melhora significativa.
Depois de cerca de 12 semanas de uso, houve redução na frequência e na intensidade das ondas de calor. As participantes também relataram melhora na qualidade do sono. Muitas passaram a ter noites mais estáveis e com menos despertares.
Os pesquisadores também observaram impactos positivos no cotidiano. Houve redução nas limitações para atividades diárias e no desempenho profissional. Por ser um medicamento não hormonal, a nova opção pode beneficiar mulheres que não podem usar terapias tradicionais.






