Santos e Guarujá, em São Paulo, são dois destinos litorâneos extremamente visados por turistas principalmente em feriados e festas de final de ano. Não à toa, o caminho para transitar entre esses dois lugares muitas vezes acaba dificultado por conta de engarrafamentos. Pensando nisso, uma obra surge para facilitar a vida de todos nesse sentido.
O túnel submerso que vai ligar Santos a Guarujá, no litoral de São Paulo, ainda nem saiu do papel por completo, no entanto, o pedágio já está oficialmente confirmado. O projeto, que promete mudar a mobilidade na Baixada Santista, voltou ao centro do debate justamente por definir cobrança antes mesmo do início das obras.
A ligação seca entre as duas cidades é aguardada há décadas e pretende substituir a travessia feita hoje por balsas ou por um trajeto rodoviário mais longo. Mesmo assim, o modelo de concessão já deixou claro que haverá tarifa, inclusive com tecnologia moderna e sem uso de cancelas tradicionais.
De acordo com o projeto, o pedágio funcionará no sistema chamado de free flow, no qual câmeras e sensores identificam os veículos em movimento. Dessa forma, não haverá paradas obrigatórias, o que deve garantir mais fluidez no tráfego, até mesmo nos horários de pico.
O túnel será construído por meio de uma Parceria Público-Privada, com investimento estimado em mais de R$ 6 bilhões. A concessão prevê que a empresa vencedora será responsável pela construção, operação e manutenção do sistema por vários anos.
A entrega da obra está prevista apenas para o início da próxima década, no entanto, o anúncio antecipado do pedágio gerou críticas. Muitos moradores questionam justamente a definição da tarifa antes mesmo de conhecer o impacto real do túnel na mobilidade local.
Apesar das polêmicas, o governo estadual defende que o projeto vai reduzir o tempo de deslocamento, estimular a economia regional e melhorar o fluxo logístico do Porto de Santos. Ainda assim, o pedágio confirmado antes da inauguração segue como um dos pontos mais sensíveis do projeto.

Valor do pedágio já foi definido
A previsão inicial é que carros de passeio paguem cerca de R$ 6 por travessia, valor próximo ao cobrado atualmente nas balsas. No entanto, veículos maiores, como caminhões e ônibus, terão tarifas mais elevadas, justamente por causarem maior impacto na estrutura e no tráfego.
Ciclistas e pedestres, por outro lado, devem ser isentos da cobrança, segundo as informações já divulgadas. Ainda assim, motoristas sem tag eletrônica precisarão regularizar o pagamento posteriormente, sob risco de multa e pontos na carteira, o que já preocupa parte da população.






