Um plano ambiental adotado por um importante parceiro comercial do Brasil chamou atenção internacional nos últimos meses. A proposta prevê eliminar completamente uma espécie animal de todo o território nacional até o ano de 2050.
A medida foi anunciada pela Nova Zelândia, país que recentemente ampliou relações comerciais com o Brasil e abriu novos mercados para produtos agropecuários brasileiros. O acordo permite exportações como carne suína termoprocessada e bile ovina para o país da Oceania, ampliando o comércio bilateral.
No entanto, enquanto fortalece laços comerciais com o agronegócio brasileiro, o país também tomou uma decisão ambiental bastante radical. O governo neozelandês anunciou que pretende erradicar os gatos selvagens até 2050 para proteger a biodiversidade local.
O anúncio foi feito pelo ministro da Conservação, Tama Potaka, que classificou os felinos como “assassinos a sangue frio” por causa do impacto na fauna nativa. Segundo ele, os animais representam uma ameaça direta a aves, morcegos, lagartos e insetos que vivem no país.
A decisão faz parte da estratégia ambiental chamada Predator Free 2050, um programa nacional criado para eliminar espécies invasoras que prejudicam os ecossistemas locais. A lista já inclui animais como ratos, furões, doninhas e gambás, considerados perigosos para a fauna nativa.
Estima-se que mais de 2,5 milhões de gatos selvagens vivam espalhados por florestas e ilhas da Nova Zelândia. Esses animais podem atingir até um metro de comprimento com a cauda e pesar cerca de sete quilos, exercendo forte pressão sobre espécies locais.

Gatos já causaram prejuízo na região
Autoridades afirmam que os gatos já provocaram episódios graves, como a morte de mais de 100 morcegos-de-cauda-curta em apenas uma semana em determinada região. Além disso, aves raras como o borrelho-do-sul enfrentam risco de desaparecimento devido à ação desses predadores.
Apesar da polêmica internacional, o governo reforça que a medida não inclui gatos domésticos criados como animais de estimação. O foco do programa são apenas os gatos selvagens que vivem sem contato humano, justamente aqueles considerados responsáveis pelos maiores danos à biodiversidade do país.






