Tradicional na medicina popular brasileira, o chá de boldo é frequentemente utilizado para aliviar desconfortos digestivos e auxiliar no funcionamento do fígado. No entanto, apesar de seus benefícios reconhecidos, especialistas alertam que a bebida não é indicada para todos os públicos e pode trazer riscos quando consumida de forma inadequada.
O boldo possui compostos ativos, como a boldina e o ascaridol, que conferem propriedades terapêuticas, mas também podem provocar efeitos adversos dependendo da condição de saúde do indivíduo. Por isso, o uso deve ser feito com moderação e, em alguns casos, evitado completamente.
Gestantes, lactantes e crianças estão entre os principais grupos de risco
Entre as principais contraindicações do chá de boldo estão mulheres grávidas e em período de amamentação. Estudos indicam que o ascaridol, presente na planta, pode ter efeito abortivo e provocar alterações no desenvolvimento fetal. Além disso, há risco de que os compostos da erva sejam transferidos para o leite materno, podendo causar irritações no sistema digestivo do bebê.

Crianças menores de seis anos também não devem consumir a bebida. O organismo infantil é mais sensível, e a concentração de substâncias presentes no chá pode ser considerada elevada para essa faixa etária, aumentando o risco de efeitos colaterais.
Pessoas com doenças hepáticas ou renais devem evitar o consumo
Embora seja popularmente associado à saúde do fígado, o chá de boldo pode ter efeito contrário em pessoas que já apresentam problemas hepáticos. Nesses casos, o consumo pode agravar inflamações e comprometer ainda mais o funcionamento do órgão.
O mesmo alerta vale para indivíduos com doenças renais. A ação diurética do boldo pode sobrecarregar os rins, além de favorecer a formação de cálculos renais em algumas situações. Por isso, quem possui histórico de problemas nesses órgãos deve evitar o uso sem orientação médica.
Possíveis efeitos colaterais reforçam necessidade de moderação
Mesmo para pessoas saudáveis, o consumo excessivo do chá de boldo pode causar desconfortos. Entre os efeitos mais comuns estão náuseas, vômitos, diarreia e dores abdominais. Além disso, o uso prolongado pode interferir na absorção de nutrientes importantes, como ferro e cálcio, contribuindo para deficiências nutricionais.
Outro ponto de atenção é a possibilidade de interações medicamentosas. O boldo pode potencializar ou reduzir o efeito de remédios como anticoagulantes, antidepressivos e medicamentos cardíacos, o que exige acompanhamento profissional.
Apesar das restrições, o chá de boldo continua sendo uma alternativa natural válida quando utilizado de forma adequada. Especialistas recomendam consumo moderado, por períodos limitados e, preferencialmente, com orientação de um profissional de saúde.







