Uma mudança recente anunciada pelo Governo Federal promete alterar o alcance de programas habitacionais no país. No entanto, a medida faz parte de um pacote maior que tenta ampliar o acesso ao crédito e movimentar a economia.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reuniu ministros e representantes da construção civil no Palácio do Planalto para detalhar as novidades. Justamente nesse encontro, foi confirmado o novo limite de renda do Reforma Casa Brasil, ampliando o público atendido.
Agora, o programa passa a contemplar famílias com renda mensal de até R$ 13 mil. Antes, o teto era de R$ 9,6 mil, o que restringia o acesso de parte da população às linhas de crédito para reformas.
Segundo o ministro das Cidades, Vladimir Lima, além da ampliação do público, houve redução nas taxas de juros. As duas faixas passaram a ter cobrança de 0,99% ao mês, o que deve facilitar o acesso ao financiamento.
As condições também ficaram mais flexíveis para quem pretende aderir ao programa. O prazo de pagamento subiu de 60 para 72 meses, enquanto o valor máximo liberado aumentou de R$ 30 mil para R$ 50 mil.
No entanto, as mudanças não se limitaram ao programa de reformas e atingiram também o Minha Casa, Minha Vida. O Governo anunciou um aporte de R$ 20 bilhões do Fundo Social, elevando o orçamento total para R$ 200 bilhões.

Medidas ampliam alcance e buscam impacto na economia
As faixas de renda e os valores dos imóveis também foram atualizados para alcançar mais famílias. Até mesmo a Faixa 3 passou a incluir imóveis de até R$ 400 mil, enquanto a categoria Classe Média chega a R$ 600 mil.
O plano ainda reforça a meta mencionada pelo ex-ministro Jader Filho de entregar 3 milhões de moradias até dezembro. Justamente por isso, o Governo aposta no setor, que reúne cerca de 3 milhões de trabalhadores formais e teve crescimento de renda acima da inflação em 2026.






