A partir de abril, consumidores vão perceber uma mudança direta no bolso ao comprar bebidas em embalagens descartáveis. A novidade envolve um valor adicional que, no entanto, pode ser recuperado depois, desde que a embalagem seja devolvida corretamente.
A medida será aplicada em Portugal, com o início do Sistema de Depósito e Reembolso (SDR), identificado pela marca Volta. O Governo anunciou a iniciativa como parte de um esforço para acelerar a economia circular e melhorar os índices de reciclagem no país.
Na prática, cada garrafa ou lata de até três litros, feita de plástico, alumínio ou aço, terá um acréscimo de 10 cêntimos. Esse valor funciona como um depósito temporário, pago no momento da compra.
Depois, o consumidor pode recuperar o dinheiro ao devolver a embalagem em pontos de recolha. O reembolso poderá ocorrer por meio de talões convertíveis em dinheiro, descontos em compras ou até soluções digitais ligadas a cartões de fidelização.
Até mesmo a possibilidade de doar o valor existe, o que amplia o alcance social do programa. No entanto, é necessário que as embalagens tenham o símbolo Volta e código de barras legível para serem aceitas no sistema.
O projeto reúne empresas de bebidas, como setores de refrigerantes, águas e cervejas, que representam cerca de 90% do mercado. Além disso, conta com participação do retalho alimentar, responsável por aproximadamente 80% do setor, em articulação com o Ministério do Ambiente e Energia e o Ministério da Economia e da Coesão Territorial.

Quais embalagens entram no sistema
Segundo a Agência Portuguesa do Ambiente (APA), estão incluídas embalagens primárias não reutilizáveis de bebidas como águas, sumos, refrigerantes, energéticos e cervejas. Justamente por isso, o alcance da medida tende a ser amplo.
Por outro lado, ficam de fora embalagens de serviço e bebidas com mais de 25% de ingredientes lácteos. Também podem ser excluídos casos específicos que não atendam às exigências técnicas previstas em Lei.






