Conhecido nacionalmente por ter fundado, a Ricardo Eletro, em 1989, o empresário Ricardo Nunes decidiu recalcular a rota nos últimos anos. Diante da baixa da rede brasileira de varejo especializada em eletrodomésticos, ele se reinventou e, atualmente, está trabalhando como coach, ensinando lições de carreira e empreendedorismo.
Esse movimento de Ricardo não foi feito por acaso e está diretamente atrelado ao fato de sua empresa ter entrado na Justiça para decretar a sua falência em 2022. Desde então, o empresário tem reunido diversos aspirantes a empreendedores em suas palestras. A ideia é usar seu prestígio como projeção para, quem sabe, recuperar a fortuna perdida.
Em seu perfil no Instagram, o fundador da varejista soma 2,2 milhões de seguidores. Na rede social, ele usa o slogan “Transforme sua empresa com 30 anos de prática em 3 dias” para atrair interessados do ramo. Como convencimento a empresários iniciantes, Nunes esclarece que a qualquer momento pode recobrar seu império, mas que, por escolha própria, decidiu seguir por outros caminhos.

“Há pouco tempo, tive a oportunidade de montar uma empresa de supermercados gigante, mas não quero. Quero ensinar vocês. Se eu quiser fazer um varejo gigante, eu faço. Mas eu escolhi estar aqui com vocês”, disse Ricardo, durante uma de suas lives, anulando o fato de que a sua empreitada mais importante nos negócios está praticamente extinta.
Ricardo Eletro ruiu financeiramente
Nunes fez de uma pequena loja fundada em Minas Gerais, no fim da década de 1980, uma das maiores redes varejistas do Brasil, chegando a operar com 1,2 mil unidades. No auge, faturava R$ 10 bilhões de receita anual, oferecendo emprego a 28 mil funcionários.
Em 2015, porém, o império começou a ruir. Muito por conta da condenação do fundador a três anos de prisão por corrupção ativa. Ricardo foi acusado de pagar propina a um auditor fiscal da Receita Federal.
A recessão econômica gerou forte impacto no varejo e, com isso, as vendas declinaram, os custos operacionais subiram, a concorrência online aumentou e a receita da empresa foi reduzida em cerca de 40%.
Alternativas foram tentadas até que o cenário não pudesse ser contornado. Em agosto de 2020, a companhia entrou com pedido de Recuperação Judicial, tendo em vista que as dívidas chegaram à casa dos R$ 4 bilhões com 17 credores.






