Conectar as margens do rio mais largo do mundo por meio de uma ponte gigantesca é uma ideia que voltou a chamar atenção na América do Sul. A proposta prevê uma ligação permanente entre dois países da região, por meio de uma estrutura que poderá figurar entre as maiores já construídas no planeta.
O projeto mais conhecido tem como objetivo unir Buenos Aires, na Argentina, a Colonia del Sacramento, no Uruguai. Justamente por atravessar o Rio da Prata, a iniciativa sempre foi considerada uma das mais ambiciosas da engenharia regional.
Para avaliar a viabilidade da obra, foram realizados estudos técnicos durante quatro anos por um consórcio internacional liderado por Louis Berger International. Os trabalhos também contaram com especialistas das áreas financeira e jurídica.
As conclusões apontaram resultados favoráveis para a construção da ligação. Os relatórios indicaram que os impactos sobre a sedimentação do Rio da Prata seriam mínimos e que a navegação poderia seguir normalmente.
Além disso, a análise econômica estimou benefícios líquidos superiores a 600 milhões de dólares para a Argentina e mais de 200 milhões para o Uruguai. O Banco Mundial também respaldou os resultados apresentados pelos estudos.

Projeto histórico segue sem sair do papel
Na tentativa de impulsionar a iniciativa, foi criada em 1995 a Comissão Binacional Puente Buenos Aires–Colonia. No entanto, apesar dos anos de planejamento e avaliações, a obra nunca foi concretizada.
Nos últimos meses, a discussão sobre uma ligação permanente entre Argentina e Uruguai voltou à pauta. Porém, a proposta atualmente analisada pelo Ministério da Economia argentino não envolve a histórica ponte entre Buenos Aires e Colonia del Sacramento.
A iniciativa em avaliação foi apresentada pelas empresas Sors S.A. e Luis Losi S.A. O projeto prevê uma conexão entre Brazo Largo e Nueva Palmira, com 38 quilômetros de extensão, investimento estimado em 310 milhões de dólares e prazo de construção de quatro anos, embora ainda não tenha aprovação definitiva.






