Oficialmente, a Rússia apresentou a proposta de criação de um Conselho Espacial no âmbito do BRICS, iniciativa que pode redefinir a atuação do bloco no setor aeroespacial global. O anúncio foi feito pelo Ministério das Relações Exteriores russo e tem como foco estruturar uma coordenação permanente entre os países-membros para o desenvolvimento de projetos estratégicos de grande escala.
A ideia surge em um momento de reorganização geopolítica e tecnológica, no qual nações emergentes buscam ampliar sua autonomia científica e reduzir dependências históricas de potências tradicionais do setor espacial.
Estação orbital própria e missões tripuladas estão entre as metas da Rússia
Entre os projetos considerados prioritários está a construção de uma estação espacial orbital própria do BRICS, além da ampliação de programas de voos espaciais tripulados. De acordo com Moscou, a experiência acumulada ao longo dos anos na Estação Espacial Internacional poderá servir como base técnica para as novas iniciativas.
A proposta prevê o compartilhamento de tecnologia, infraestrutura e conhecimento científico entre os integrantes do bloco, o que poderia acelerar o desenvolvimento de soluções conjuntas em áreas como engenharia aeroespacial, telecomunicações e monitoramento ambiental.

Apoio político e peso econômico do bloco
O tema foi debatido na última cúpula realizada no Rio de Janeiro, reunindo líderes de Brasil, China, Índia e África do Sul, além dos novos integrantes, como Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia, Irã e Indonésia.
Somados, os países representam cerca de 45% da população mundial e aproximadamente 36% do Produto Interno Bruto global, números que reforçam a relevância econômica e política do grupo.
Além dos membros oficiais, o BRICS mantém países parceiros como Bielorrússia, Bolívia, Cuba, Cazaquistão, Malásia, Nigéria, Tailândia, Uganda, Uzbequistão e Vietnã, o que pode ampliar o alcance das futuras iniciativas espaciais.
Caso avance, o Conselho Espacial poderá representar um novo eixo de cooperação tecnológica entre economias emergentes, consolidando o bloco como ator relevante na disputa por protagonismo no espaço sideral.






