O salário do presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) está muito acima da realidade da grande maioria dos brasileiros. Quem ocupa o cargo máximo da autoridade do esporte bretão nacional é Samir Xaud, de 42 anos de idade, eleito em maio de 2025.
O dirigente recebe um salário anual de R$ 5 milhões, o que representa cerca de R$ 383,6 mil por mês. Eleito no ano passado, Xaud assumiu o posto após o processo de transição que marcou a saída de Ednaldo Rodrigues, antigo mandatário.
Natural de Roraima, Samir construiu sua trajetória no futebol justamente na Federação Roraimense de Futebol. Para além do universo da bola, ele atuava como empresário. Médico de formação, possui atuação na área da medicina esportiva.
O presidente assumiu o cargo em um momento de reorganização política dentro da entidade. Sua nova gestão passou a lidar com temas como arbitragem, calendário nacional, fortalecimento das competições e relacionamento com organismos internacionais.

Ednaldo Rodrigues, vale lembrar, foi tirado do cargo após uma determinação do TJ-RJ (Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro). A decisão do órgão teve como base suspeitas de falsificação de assinatura em um documento homologado no STF (Supremo Tribunal Federal), o qual manteve o ex-presidente no cargo até o início de 2025.
CBF é a gestora do futebol brasileiro
O salário do presidente é reflexo do papel que a entidade exerce no futebol brasileiro desde sua fundação. A confederação é responsável pela administração do esporte bretão a nível nacional, concentrando receitas provenientes de direitos comerciais, patrocínios, competições e acordos de transmissão.
Dentro dessa estrutura, a remuneração do mandatário é definida e acompanhada pelos órgãos internos de fiscalização da entidade. É importante ressaltar que o funcionamento da remuneração segue uma lógica semelhante à observada em outras grandes organizações esportivas e está vinculada ao cargo e não à pessoa que ocupa a função.





