O desequilíbrio climático tem deixado os cientistas cada vez mais preocupados em relação ao futuro da Terra. As variações de temperatura estão mais fora de ordem do que em qualquer outro momento da história registrada, conforme alertou a agência meteorológica da Organização das Nações Unidas (ONU).
Segundo a Organização Meteorológica Mundial (OMM), o planeta está acumulando mais energia térmica do que consegue liberar. Isso é impulsionado por emissões de gases de efeito estufa, como o dióxido de carbono, e pode ser visto na prática no aquecimento dos oceanos a níveis inéditos, como foi visto no ano passado.
Os especialistas temem que o El Niño possa levar a novos recordes de calor. Tendo em vista o relatório divulgado pelo órgão, o secretário-geral da ONU, António Guterres, voltou a apelar para que os países abandonem os combustíveis fósseis e façam a transição para fontes de energia renováveis.

Em tom enfático, Guterres afirmou que a medida tem como objetivo “garantir segurança climática, segurança energética e segurança nacional” e que “o planeta Terra está sendo levado além de seus limites”. “Todos os principais indicadores climáticos estão em alerta vermelho”, declarou.
Últimos 11 anos foram os mais quentes
De acordo com a Organização Meteorológica Mundial, os últimos onze anos foram os mais quentes registrados desde 1850. Para se ter uma ideia, em 2025 a temperatura média global do ar ficou por volta de 1,43 °C acima dos níveis do período pré-industrial, ou seja, antes de a humanidade começar a queimar altas quantidades de combustíveis fósseis.
Embora afirmem que as temperaturas estejam, em geral, dentro das previsões de longo prazo, muitos cientistas acreditam que o aquecimento do planeta está se acelerando. E a OMM aponta para uma série de outros indicativos que mostram que o clima está mudando de forma mais rápida do que já visto antes.






