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Greve dos rodoviários em Manaus prejudicou 350 mil pessoas, diz Sinetram

Empresas afirmam que só voltam a negociar reajuste com a categoria caso trabalhadores normalizem o serviço; categoria promete 70% da frota nesta quarta

ACRÍTICA.COM
30/05/2018 às 01:09.
Atualizado em 22/03/2022 às 20:06

((Foto: Euzivaldo Queiroz))

O Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram) informou, em nota, na noite desta terça-feira, que cerca de 350 mil pessoas foram prejudicadas pela greve dos rodoviários, que iniciou nas primeiras horas do dia.

De acordo com o órgão, nesta terça, apenas 50% da frota operou durante o dia inteiro. A promessa dos rodoviários é de que, nesta quarta-feira, pelo menos 70% da frota esteja nas ruas. A decisão foi tomada após uma reunião entre representantes da categoria e Sinetram, que também contou com a presença do prefeito de Manaus, Arthur Neto. O Sinetram se retirou da reunião ainda no início e sustentou que só negocia com os trabalhadores caso as atividades voltem à normalidade. 

“A diretoria do Sinetram agradece a iniciativa e o apoio da Prefeitura no processo de negociação e acredita no diálogo como forma de solução para a crise. Continuaremos dispostos a dialogar, desde que respeitadas a lei, as decisões judiciais e a condição econômico-financeira do país e do setor, a qual não permite a concessão de vantagens incompatíveis com realidade”, afirmou o assessor jurídico do Sinetram, Fernando Borges.

A greve, se de fato mantida nesta quarta-feira, descumpre decisão da Justiça do Trabalho, que considerou o movimento ilegal e atribuiu multa de R$ 200 mil por hora de paralisação. 

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