Medida passa a valer a partir de hoje. O presidente do Sindicato dos Rodoviários, Givancir Oliveira, deixou a reunião de hoje na sede da Prefeitura de Manaus. Segundo ele, a proposta do Sinetram é imoral
(Foto: Jair Araújo )
Ainda nesta quarta-feira (30) mais de 70% da frota de ônibus de Manaus será paralisada. A informação é do presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário e Urbano Coletivo de Manaus e no Amazonas (STTRM), Givancir Oliveira, que deixou a reunião de hoje na sede da Prefeitura de Manaus, no bairro Compensa, Zona Oeste de Manaus.
Participavam da reunião, o prefeito de Manaus, Arthur Neto, e representantes do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram) e do STTRM.
“Infelizmente, o Sinetram veio, mais uma vez, fazer pouco da categoria. A proposta deles é imoral e indecente. Como eu vou falar para a categoria que aceito um reajuste de 1%?”, reclamou Givancir. “Só vamos liberar os 30% estipulados por lei. A greve é um direito do trabalhador”, acrescentou o sindicalista que pede o reajuste de 3,5% para a categoria referente o dissídio do ano 2018/2019.
Sobre a multa de R$ 200 mil por hora de paralisação imposta pela Justiça do Trabalho, ele disse que o sindicato vai recorrer. “O Sinetram diz que não tem lucro. Se não tem lucro, o que eles estão fazendo em Manaus? Eles são pessoas muito caridosas. Estão ajudando a população manauara”, alfinetou Givancir.
Continuam dentro da sala o prefeito de Manaus e os representantes do Sinetram. Na reunião de ontem, Arthur chegou a dizer que só sentaria com os Rodoviários se fosse para “selar acordo”. “Todo mundo sabe que catraca livre é apropriação indébita. Mas se o prefeito topar, a gente faz catraca livre”, conclui Givancir.
Frota de 70% de manhã
Desde o início da manhã de hoje, no segundo dia de greve, os rodoviários pararam 30% da frota na capital, segundo o Sinetram, fazendo com que apenas 70%, ou cerca de 800 coletivos circulassem na cidade, prejudicando aproximadamente 350 mil usuários do transporte público. Os trabalhadores querem reajuste salarial. Atualmente o transporte coletivo em Manaus funciona com nove empresas, 229 linhas em 1,3 mil ônibus.
Negociações
Ontem, terça (29), apenas 50% da frota de ônibus circulou na cidade. Houve um diálogo entre os rodoviários, os representantes das empresas e o prefeito de Manaus, Arthur Neto. Entretanto, eles não chegaram num acordo para as reivindicações da categoria e sobre o fim da greve. Os representantes do Sinetram saíram da reunião ainda no início e sustentaram que só negociariam com os trabalhadores caso os ônibus voltassem à normalidade.