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Conheça a modelo amazonense que deixou a dança para dominar as passarelas

Em conversa com o A Crítica, a jovem revelou algumas das principais dificuldades em abandonar a vida na capital manauara para morar na capital paulista, histórias do passado, ensaio para a Vogue Brasil e contrato internacional

Publicado em 06/11/2016 às 08h00 · Atualizado em 13/03/2022 às 05h56
Conheça a modelo amazonense que deixou a dança para dominar as passarelas

A bailarina que se tornou modelo. Esse é apenas o início da trajetória da amazonense Fabiane Castro, 20 anos, 1,77m de altura que sonhava em trilhar os caminhos da dança, mas teve que interromper seu curso no Liceu de Artes e Ofícios Claudio Santoro para um chamado inesperado: iniciar uma carreira no mundo da moda. Em conversa com o Vida&Estilo, a jovem revelou algumas das principais dificuldades em abandonar a vida na capital manauara para morar na capital paulista, histórias do passado, ensaio para a Vogue Brasil e contrato internacional. Veja:

Você imaginava em se tornar modelo? Como esse ramo surgiu na sua vida?

É algo novo pra mim, não imaginava. Quando eu era mais nova, até pensava em ser modelo, pois sempre fui muito alta e as pessoas sempre comentavam que eu deveria ser modelo. Só que nunca surgiu uma oportunidade. Na verdade, meus planos era a dança. Estava no terceiro ano de formação em dança pelo Liceu de Artes Cláudio Santoro e faltava um ano para terminar e dançava na companhia Expressão e Vida. Meu sonho era ser bailarina. Já tinha dançado no Teatro Amazonas, e era isso que eu queria. Bem aleatoriamente, viram uma foto no meu Facebook, a agência Backstage entrou em contato comigo e as coisas começaram a acontecer.

A partir daí como as coisas foram acontecendo? Como você foi ganhando visibilidade?

Cheguei na agência sem ideia de nada, não sabia como me comportar em ensaios, mas fui muito bem preparada. Um dia acordei e tinham postado uma foto minha no perfil do Instagram @modelspolaroids, que é uma vitrine para meninas de todo o mundo. Depois disso fui chamada pela agência Prime de São Paulo para fazer uns ensaios, e agora estou trabalhando aqui. Quando cheguei, e disse que era de Manaus as pessoas se surpreenderam, achando que eu teria traços indígenas, mas todos sabemos que há uma diversidade no Amazonas.

Quais as principais dificuldades que você encontrou ao se mudar para São Paulo?

Não fazia ideia que isso ia acontecer, pois nunca tinha viajado e vim logo pra São Paulo com esse ritmo acelerado. Morava com meus pais, e é um desafio ter que se virar, andar aqui. Tenho saudade da minha família, pois eu era muito caseira, não saía, e essa experiência de morar sozinha me ajudou para o amadurecimento e me prepara para o que tá vindo.

Conte-nos um pouco da sua infância em Manaus? Sofreu algum tipo de bullying?

Nasci e me criei em Manaus, nunca tinha viajado pra fora da cidade. São Paulo está sendo a primeira viagem que eu fiz. Minha família é bem tradicional, tenho lembranças boas, minha infância, fins de semana. Eu era uma pimentinha, muito hiperativa, independente, minha mãe costumava dizer que eu tinha alma de artista e chamava todo mundo pra ver eu dançar. Sofria muito preconceito na escola, por ser magra, nerd, não costumava me arrumar, era bem largada, sofria bastante preconceito, apelidos. Até o ensino médio, sentia esse preconceito, por ter traços exóticos. As pessoas costumavam zoar um pouco.

Quais seus próximos passos?

Recentemente fiz um editorial para a Vogue Brasil. Eles estão desenvolvendo uma coleção de roupa fitness com toque de elegância. Fizemos as fotos no Shopping Iguatemi em SP, que já estão circulando. Estou trabalhando meu inglês, pois fechei com umas das maiores empresas de modelos do mundo. Ela tem sede nos maiores centros da moda no mundo e ano que vem começo a temporada internacional. Muita coisa acontecendo (risos).