Campanha eleitoral antecipada e a ação de fiscalização
Os casos denunciados envolvem questões públicas importantes e promovem a desqualificação em escala de pessoas com pretensões a cargos públicos e ou que neles já estejam e banalizam as denúncias e os objetos denunciados como se fossem parte de brincadeira, inadequada.
A antecipação da campanha eleitoral produz estragos em várias direções. Uma série de denúncias é feita dentro da cultura de destruir e ou promover nomes que se apresentam como possíveis candidatos. Os casos denunciados envolvem questões públicas importantes e promovem a desqualificação em escala de pessoas com pretensões a cargos públicos e ou que neles já estejam e banalizam as denúncias e os objetos denunciados como se fossem parte de brincadeira, inadequada.
Questões relativas à educação, merenda escolar, transporte público, saúde – fundamentais para a vida regular na cidade – são apresentadas por diferentes mídias em formato de denúncia que não seguem os trâmites, ou seja, sem responsabilização, apenas com a finalidade de manejar um tipo de exercício político que embora antigo ganhou adereços e se tornou mais grave.
É necessário olhar com atenção determinadas atitudes que ganham espaço e atentam contra os interesses coletivos. São reconvocados os órgãos de fiscalização e os movimentos de ética na política e de cidadania que há anos atuam na defesa de campanhas politicas responsáveis e que possam traduzir compromissos com ações em benefício da cidade e da melhoria da população que nela vive.
Campanhas políticas podem funcionar no sentido de educar para a política, promover avanços que são fundamentais para o desenvolvimento mais inclusivo da cidade ou podem produzir o medo, a angústia e a violência. Aliás, é esse perfil que mais se destaca e faz escola. O grau de dificuldade que a maioria das cidades enfrenta na atualidade e as projeções de que os desafios tendem a aumentar apontam para a necessidade de que pré-candidatos aos cargos de prefeito e de vereadores tenham responsabilidade e saibam o que estão propondo, avaliem os comportamentos adotados e se estão dispostos a arcar com as consequências legais.
O elevado nível de violência impregnado na política a transformou em campo minado sem limite para produção de eventos prejudiciais. É esse ponto que precisa ser percebido, questionado e enfrentado, pois, é eivado de condutas ilegais e sob a desculpa dúbia da liberdade de expressão a dignidade das pessoas são solapadas e tratadas como trunfo da esperteza de um tipo de marketing que, se avaliado, revela o desrespeito como tática de atuação. A ação da cidadania e a construção do hábito cidadão são os recursos que podem gerar bons resultados.