Morte de prefeito: MP não apresenta denúncia e principais suspeitos são soltos
Ministério Público do Amazonas não oferece denúncia contra suspeitos da morte de Cícero Lopes, prefeito de Maraã, e colocou dois deles em liberdade
O Ministério Público Estadual (MPE) até ontem, ainda não havia oferecido denúncia contra Alves Marcos Alexsandro Praiano, Lázaro Moraes e Ademir de Freitas, presos sob suspeita de terem participado da execução de Cícero Lopes (Pros), prefeito do município amazonense de Maraã (a 615 km da capital Manaus). O crime ocorreu no dia 28 de fevereiro deste ano, na sede do município.
O inquérito está sob segredo de justiça em poder do MPE, titular da ação. O órgão solicitou a realização de uma série de diligências que ainda estão sendo realizadas. O MPE também deu parecer favorável ao pedido da defesa dos suspeitos que requereram a substituição da prisão preventiva por medidas cautelares, o que foi deferido pela desembargadora.
Ontem, a chefia de gabinete da magistrada confirmou a concessão da liberdade provisória a Lázaro e a Praiano, suspeitos de serem os mandantes do assassinato do prefeito. No último mês, o empresário Aldemir Alves ganhou liberdade. A explicação para a soltura dos suspeitos é que não há indícios suficientes para a prisão dos deles, mas as investigações continuam e se surgirem fatos novos que possam comprovar suas participações, eles poderão voltar a serem presos a qualquer hora.
O quarto suspeito, Adimilton Gomes de Souza, 32, o ‘Zé da Irene’, suspeito de ter o tiro fatal contra o prefeito, ainda não foi preso e encontra-se foragido da justiça.
O prefeito foi assassinado na noite de domingo do dia 28, com um tiro nas costas, na frente da residência dele. O tiro foi disparado por um homem, que usou uma arma de cano longo e atirou assim que viu o prefeito. Entre as suspeitas de motivação do crime estão dívidas, desavenças políticas e vingança.
Para os familiares, o atual prefeito Luiz Magno (PMDB) é o verdadeiro mandante da morte Lopes, mas para a justiça. A filha da vítima Gleiciane da Silva alega que Luis Magno é o mandante do crime e que os quatro suspeitos envolvidos, três deles já presos e liberados, são parentes do atual prefeito do município.
O prefeito, Luiz Magno refuta as acusações e insinuações de sua participação no assassinato de Cícero Lopes. Magno. Ele reafirma que não tem nada a ver com o caso, que é investigado pela Polícia Civil e que será julgado pela Justiça, a qual cabe, com base nos autos, analisar e decidir sobre os culpados.
Familiares da vítima entraram com pedido de prisão para o atual prefeito, porém, este não foi deferido.
Setenta foram ouvidos
De acordo com a delegada de Maraã, Alessandra Trigueiro, que iniciou as investigações, mais de setenta pessoas foram ouvidas no inquérito policial que apura o assassinato do prefeito Cícero Lopes. Ela explicou que o atual prefeito é um dos investigados, mas não há provas técnicas contra ele.