Pequisa, inovação e sustentabilidade marcam primeira edição do ‘Amazon Stem Adventures’
Evento está sendo realizado na Academia Stem da Escola Superior de Tecnologia da Universidade do Estado do Amazonas (EST/UEA) e reune projetos de estudantes do ensino médio de Manaus
Apresentando projetos inovadores e de cunho sustentável, a primeira edição do Amazon Stem Adventures (Asad) está sendo realizada em Manaus. O projeto, voltado para estudantes do ensino médio, acontece na Academia Stem da Escola Superior de Tecnologia da Universidade do Estado do Amazonas (EST/UEA) e visa incentivar o desenvolvimento de habilidades com foco em tecnologia, como modelagem 3D, robótica, impressão 3D e programação.
Dos diversos projetos inscritos, foram selecionados 10 para esta etapa da feira, que trabalha três conceitos: Inovação, Indústria 4.0 e sustentabilidade. Esse é o caso dos estudantes da Escola de Estadual de Tempo Integral Maria do Céu Vaz de Oliveira, localizada no bairro Monoa, zona Norte de Manaus, que estão desenvolvendo um sinalizador de seta para bicicletas.
Segundo o professor física e coordenador do projeto, Hércules Santos, a iniciativa dos estudantes visa melhorar a trafegabilidade no trânsito de Manaus, bem como dar mais segurança para os ciclistas.

Hércules Santos coordena grupo de estudantes que desenvolvem protótipos de setas para bicicletas (Foto: Paulo Bindá)
“Chegaram na escola com o projeto da Saad e nos informaram que tínhamos que fazer um projeto. Levei a possibilidade para uns alunos, pensamos em algo que desse para fazer e inovador ao mesmo tempo, pensando também em uma questão social, que é o caso dos ciclistas. Estamos com 90% do projeto concluído. Tenho certeza de que para os alunos, um evento como esse é muito gratificante. É algo quem tem um caráter pedagógico, mas também já prepara para o mercado de trabalho, e eles vão sair daqui já com uma profissão da escola, que tem como papel formar o lado profissional e o entregar para a sociedade”, afirma Hércules, que vê o projeto como altamente viável, principalmente pelo baixo custo de produção.
Nesta primeira edição do Amazon Stem Adventures participam estudantes de escolas públicas, escolas privadas, colégio militar, Sesi e Ifam. Segundo o professor Adan Medeiros, coordenador da iniciativa, o propósito do Asad é oferecer um ambiente que estimule a troca de conhecimentos por meio do trabalho em equipe, do senso de colaboração e da integração entre estudantes, professores, pesquisadores e profissionais multidisciplinares, resultando no desenvolvimento de soluções.
“A gente avaliou [os projetos] e escolheu os que mais tinham a ver as linhas de trabalho que havíamos definido. A ideia é que ao final do evento seja desenvolvido um ‘mínimo produto viável’, então mesmo que não consigam terminar todo o produto, eles vão apresentar ideia e a até onde a construção dela chegou. O que nós buscamos aqui é atrair mais e melhores estudantes para os cursos de engenharia, porque a gente sabe que existe uma demanda muito alta por engenheiros, por causa do polo industrial de Manaus. Ou seja, a gente precisa melhoraria as engenharias, captando novos talentos e ao mesmo tempo fomentando neles o empreendedorismo e o pensar de maneira inovadora”, afirma.

Adan Medeiros é o coordenador da iniciativa Amazon Stem Adventures (Foto: Paulo Bindá)
Um destes estudantes alvos do Asad é Júlio César Di Paula, do 3º Colégio da Polícia Militar do Amazonas e um dos membros de uma equipe que está desenvolvendo próteses humanas a partir de materiais reciclados, aliando a rapidez a um baixo custo de produção.
“Essa ideia surgiu quando a gente parou para analisar a situação climática do mundo, com toda a poluição que está acontecendo no planeta e a estamos tentando mudar isso de alguma forma, da melhor forma que podemos. Foi daqui e partiu essa ideia, de usar esse material reciclado para a construção disso”, relata.
Para ele, iniciativas como a apresentada pela Academia Stem acabaram por ajudar os jovens não apenas no ensino médio, como também na inserção deles no competitivo mercado de trabalho.
“Isso significa muito, até porque nesse momento a gente se encontra nessa fase confusa – que todas as pessoas já passaram – e que você não sabe exatamente o que vai fazer, porque esse é momento que a gente está aprendendo e conhecendo as profissões. Eu até estava pensando em cursar medicina, só que agora estou pensando seriamente em entrar em uma faculdade de engenharia, trabalhar com controle e automação, que combina comigo. Esses projetos nos estimulam a isso”, opina o estudante.

Aos 16 anos, Júlio César Di Paula participa de grupo que desenvolve prótese humana com materiais recicláveis (Foto: Paulo Bindá)
Sobre a Academia Stem
É um projeto de Pesquisa & Desenvolvimento, realizado na UEA, que visa potencializar a formação e capacitação nas áreas da engenharia, ciência, matemática e tecnologia. O projeto Academia Stem é incentivado pela Samsung de acordo com a lei 8.837/91.