Greve vai continuar: professores se manifestam em frente à CMM
Nos carro de som, os docentes cantavam “David Almeida, se aprovar, a greve vai continuar”.
Em manifestação em frente à Câmara Municipal de Manaus (CMM), os professores da rede municipal informaram que a greve continuará enquanto o projeto da Reforma Previdenciária não for arquivado. A proposta aumenta sete anos de contribuição para as mulheres e cinco para os homens.

Guarda Municipal fecha CMM (Foto: Emile de Souza)
Nos carro de som, os docentes cantavam “David Almeida, se aprovar, a greve vai continuar”.
A professora de educação infantil, Nelma Sampaio, afirmou que sem as aulas, a prefeitura não terá nenhum relatório para fechar o ano letivo.
“Hoje, não tem (avaliações e relatórios). Eles precisam de toda essa documentação, e só quem pode conceder essa documentação somos nós. Não volte para a escola, conscientize os pais dos alunos. Enquanto essa PL não for votada, eu não volto para escola. Isso é triste, porque foi a profissão que escolhi e amo o que faço. Não vou abaixar minha cabeça para vereador, diretor de escola, prefeito”, disse.
A professora ressaltou que o prefeito deveria valorizar a categoria, que dedica sua vida inteira educando mais de 40 alunos em cada sala de aula.
“Passei 30 anos dentro de uma escola. Eu não aceito ser assessora, diretora, eu quis ser professora e quero ser professora com dignidade”.
Dentro do plenário, os vereadores permanecem firmes, com a pauta aberta para votar a reforma, sem intenção de retirar.
A reportagem solicitou informações da Semed sobre quais providências serão tomadas com a continuidade da greve. Quando a secretaria se posicionar, uma nota será acrescentada.