Mulheres usam motos como fonte de renda e sustento em Manaus
Habilitação feminina para pilotar cresceu 64% em dez anos no país; condutoras relatam rotina de entregas e aplicativos.
O trabalho sobre duas rodas tem se consolidado como alternativa de renda e autonomia financeira para mulheres. Atuando em serviços de entrega de mercadorias e no transporte de passageiros por aplicativo, condutoras ocupam o trânsito da capital para garantir o sustento do lar.
O avanço reflete uma tendência nacional. De acordo com dados da Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo), mais de 10 milhões de mulheres possuem habilitação para pilotar motos no Brasil, um crescimento de 64% no período de dez anos.
A motociclista Stefani, que atua no trânsito há mais de uma década, iniciou sua trajetória fazendo entregas locais no bairro Santo Antônio e expandiu as atividades com a chegada dos aplicativos e o período da pandemia de covid-19. Segundo ela, a rotina exige conciliar os cuidados pessoais e o cuidado com os filhos pequenos com as exigências da rua.
Outro relato vem de motoristas que migraram para o transporte por aplicativo após encerrarem empreendimentos anteriores. Para lidar com situações adversas, como o assédio no trânsito, algumas profissionais optam por transportar exclusivamente passageiras mulheres, recurso disponível nas plataformas, além de utilizarem redes de comunicação via rádio e grupos de apoio para monitoramento mútuo e segurança durante as viagens.