Seca no Amazonas atinge 146 mil famílias e 47 cidades em emergência
Boletim do governo estadual indica 15 municípios em alerta, além de queda crítica na qualidade do ar no interior.
O número de famílias afetadas pelo período de estiagem no Amazonas subiu para 146 mil, de acordo com o boletim divulgado pelo governo estadual. Ao todo, 47 municípios permanecem em situação de emergência e outros 15 estão sob estado de alerta em razão do baixo nível dos rios.
Entre as cidades em situação de emergência estão Manacapuru, Itacoatiara, Parintins, Maués, Tefé, Lábrea e Boca do Acre. A capital, Manaus, integra a lista de municípios em situação de alerta. O levantamento oficial também identificou problemas na qualidade do ar em diferentes regiões do estado, com Parintins registrando a classificação considerada péssima no último domingo.
Vacinação contra sarampo na tríplice fronteira
A Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-AM) intensificou a vacinação contra o sarampo em municípios situados na tríplice fronteira entre o Brasil, a Colômbia e o Peru. A mobilização contempla as cidades de Tabatinga, Benjamin Constant, Santo Antônio do Içá e São Paulo de Olivença.
A aplicação das doses é destinada ao público de 6 meses a 50 anos de idade, independentemente do histórico vacinal anterior. Uma nova etapa de mobilização com o Dia D de vacinação está agendada para 7 de novembro. O órgão estadual reforça a vacina como principal meio de prevenção e orienta os moradores a manterem as cadernetas de vacinação regularizadas.
DPE-AM apura danos por dragagem no Rio Solimões
A Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM) apura relatos de possíveis danos ambientais decorrentes de serviços de dragagem no Rio Solimões, nas proximidades da comunidade Prainha, em Careiro da Várzea. Moradores da localidade apontam ocorrência de desmoronamentos nas margens do rio, suspeita de contaminação da água por óleo e risco estrutural a residências vizinhas, afirmando ainda que a atividade começou sem aviso prévio.
A Defensoria encaminhou ofício ao Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) para solicitar dados sobre a licença ambiental e a regularidade do serviço. O documento pede também a avaliação dos riscos à comunidade e da necessidade de paralisação dos trabalhos até que os fatos sejam esclarecidos. Até o momento, o órgão ambiental não divulgou posicionamento sobre as providências a serem adotadas.