Quatorze corpos de detentos da chacina no Compaj continuam no IML
Parentes dos mortos permanecem no local. Apenas um corpo foi liberado até as 10h40 desta segunda-feira (27)
Os corpos de 14 detentos mortos na chacina de domingo (26) no Complexo Prisional Anísio Jobim (Compaj) permanecem nas pedras do Instituto Médico Legal (IML), no bairro Cidade Nova, na Zona Norte de Manaus. Cinco deles permanecem sem identificação.
A Diretora do IML, Samia Leite, informou que dos cinco corpos, três não possuem nenhum registro. Ela também afirmou que em razão disto, os cadáveres serão liberados após cruzamentos de registro civis com exames de papiloscopia.
Dois funcionários do Instituto de Identificação permanecem no IML para ajudar na identificação das vítimas, que de acordo com os laudos, foram golpeados por arma branca.
O corpo do detento Pedro Paulo Melo Xavier, de 24 anos, foi o único a ser liberado por possuir todos os documentos necessários, além do reconhecimento da família. A mãe da vítima, a estudante de teologia Elcina Lima, desabafou: “Eles sabiam de tudo que iria acontecer. Aconteceu. Agora não há nem assistência social para nós ajudar psicologicamente”.
A madrinha de outro detento, que preferiu não se identificar, gritava em frente ao órgão cobrando respostas. No local, não havia representantes de nenhum órgão do sistema carcerário do Amazonas e nem do sistema judiciário.