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A Crítica
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Oportunidade para cobrar compromissos

O Amazonas é estratégico para o candidato Lula, uma vez que a vitória na última eleição foi por pequena diferença, e o Estado lhe deu 51,1% dos votos.

Publicado em 27/05/2026 às 09h06
Oportunidade para cobrar compromissos
Foto: Paulo Bindá

A visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Amazonas – a despeito de também ser um claro ato de précampanha visando as eleições de outubro – é uma oportunidade para que a sociedade amazonense obtenha compromissos por parte do presidente em relações a questões estratégicas para o Estado. É preciso que o mandatário ofereça garantias de que a plena recuperação e futura gestão da rodovia BR319 não seja apenas um jogo de cena, de que um eventual quarto governo Lula terá foco no desenvolvimento da região com ênfase na questão socioambiental, e que a Zona Franca terá suas prerrogativas preservadas pelo tempo de vigência que lhe resta.

O Amazonas é estratégico para o candidato Lula, uma vez que a vitória na última eleição foi por pequena diferença, e o Estado lhe deu 51,1% dos votos. Pesquisas atuais mostram que o vencedor em outubro, seja quem for, provavelmente também vencerá por pequena margem.

Daí o empenho em dar enfoque especial à BR-319, uma das reivindicações mais antigas do Estado, com direito a visita e “mão na massa”. As palavras do presidente/candidato proferidas em entrevista exclusiva ao jornal A CRÍTICA não podem se perder no baú de promessas não cumpridas. Segundo ele, a rodovia contará com “presença permanente do Estado, fiscalização, tecnologia, regularização fundiária, proteção ambiental, segurança pública e oportunidades econômicas”.

Quanto ao compromisso socioambiental, o presidente diz esperar que a própria rodovia seja um exemplo. Nesta quarta-feira (27), serão anunciadas medidas especiais para a estrada e seu entorno, no intuito de prevenir crimes ambientais e promover o desenvolvimento sustentável.

O terceiro item obrigatório a ser discutido com os pré-candidatos diz respeito à Zona Franca de Manaus, que ainda corre perigo com a implementação gradual da reforma tributária. A manutenção das vantagens comparativas da ZFM não está plenamente assegurada, e a questão já está, inclusive, sendo questionada judicialmente por entidades empresariais e políticas de outros estados. Não resta dúvida de que a Zona Franca precisará, mais do que nunca, do apoio do governo federal, independentemente de quem vença em outubro.

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