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A Crítica
Saúde

PL que quer proibir passaporte da vacina no Amazonas ignora dados do Amazonas

Apresentado pelos deputados Delegado Péricles e Fausto Jr., justificativa do PL cita apenas dados nacionais e não trata da realidade do Amazonas, que tem pouco mais de 50% da população completamente imunizada contra o vírus

Publicado em 04/02/2022 às 15h33 · Atualizado em 22/03/2022 às 15h30
PL que quer proibir passaporte da vacina no Amazonas ignora dados do Amazonas
Foto: Rodrigo Santos/SES-AM

Submetido ao Sistema de Apoio ao Legislativo (SAPL) na tarde desta quinta-feira (03), o Projeto de Lei nº 30/2022, que quer proibir prefeituras do Amazonas de exigir o ‘passaporte vacinal’ para acesso às escolas, admite os problemas que a covid-19 ainda tem gerado pelo mundo, principalmente, após a chegada variante ômicron que elevou os níveis e contaminações e internações, inclusive, no Amazonas.

A proposta, de autoria dos deputados Fausto Júnior (MDB) e Delegado Péricles (PSL), ainda cita dados da vacinação à nível nacional para supor que a “imunidade de rebanho” estaria assegurada pela quantidade de pessoas vacinas.

Por isso, os autores da proposta declararam que “não se justifica, portanto, que essas pessoas precisem apresentar um documento que comprovem a vacinação para não serem impedidas de trabalhar, estudar e se locomover”.

No entanto, o PL desconsidera a particularidade do Amazonas que até o momento possui pouco mais de 50% da população completamente imunizada contra o vírus. Além disso, há a especificidade do interior do Estado, uma vez que, diferente da capital, alguns municípios apresentam dificuldades para alcançar o público alvo.

Algumas localidades como Santo Antônio do Iça, Amaturá e São Paulo de Olivença, por exemplo, possuem menos de 30% da população vacinável com as três doses de acordo com dados da Fundação de Vigilância em Saúde (FVS).

Na população infantil esse número cai a dados alarmantes, já que duas semanas após a liberação de vacinas para os menores de 11 anos. Tal como, Japurá, Tabatinga e Nova Olinda do Norte que sequer tem 10% das crianças com uma dose da vacina