COP: Amazonas quer reduzir em 50% uso de diesel em termelétricas com plano de transição energética
Wilson Lima assinou mensagem governamental que envia projeto de lei sobre o tema à Aleam
Belém – O governo do Amazonas anunciou nesta terça-feira (11), durante a COP 30, em Belém (PA), que irá atuar para reduzir em 50% o uso de diesel em termelétricas no estado. A meta estará incluída na futura Política Estadual de Transição Energética (Peten), que deverá ser enviada à Assembleia Legislativa do Amazonas como projeto de lei.
O texto, após aprovado, permitirá ao governo estadual elaborar a política de transição energética com metas definidas, como a que prevê a redução do uso de diesel no Amazonas. Hoje há 92 sistemas isolados de geração de energia a partir de combustíveis fósseis. Apenas Manaus e outros cinco municípios estão ligados ao sistema nacional de energia elétrica.
O plano também deverá ter como metas a redução da pobreza energética até 2030 (hoje, 260 mil pessoas no estado não tem energia, segundo o governo); a hibridização dos sistemas isolados (para uso de diesel, mas também fontes mais limpas de energia); além de revisão do programa e divulgação anual de resultados.
Após a aprovação da Lei na Assembleia Legislativa, o governo do Amazonas terá 180 para implantar o Programa Estadual de Transição Energética. O trabalho ficará a cargo da Secretaria de Estado de Energia, Mineração e Gás.
Emissões
Um relatório apresentado pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente do Amazonas (Sema) na COP mostrou que o setor energético responde por 6,5% das emissões de gases do efeito estufa no estado. A concentração está em Manaus e áreas urbanas. As atividades poluentes são o uso de diesel para eletricidade e no transporte rodoviário.
A maior parte (89%) das emissões de gases do efeito estufa no Amazonas são por mudanças de uso da terra e da floresta. Nesta classificação, estão incluídos o desmatamento e a conversão de florestas em áreas para exploração econômica, pressões fundiárias e expansão agropecuária. O sul do estado é o mais afetado pelo cenário, com destaque para Lábrea, que emitiu 162,5 mil toneladas de dióxido de carbono equivalente ente 2018 e 2023, três vezes mais do que Manaus (50,8 mil toneladas) no período.