Manaus sex, 6 nov
A Crítica
Meio Ambiente

Manaus é a 9ª cidade com maior risco de calor no mundo, aponta Oxford

Estudo britânico avaliou 205 megacidades globais e atribuiu nota 0,96 para a exposição da capital amazonense ao perigo térmico.

Publicado em 05/11/2026 às 21h36

Manaus ocupa a nona posição global entre 205 megacidades no indicador de exposição ao perigo do calor, segundo o estudo “Além da exposição”, realizado por pesquisadores da Universidade de Oxford, no Reino Unido. A capital amazonense obteve uma pontuação de 0,96 em uma escala de risco que varia de zero (baixo risco) a um (alto risco).

Além das variáveis climáticas, como registros frequentes acima dos 30 graus e baixa umidade relativa do ar, a pesquisa analisou o nível de cobertura vegetal urbana. Na capital do Amazonas, o avanço do concreto e do asfalto reduziu a vegetação nativa, cenário que favorece a formação de ilhas de calor, sobretudo em regiões estritamente urbanizadas.

Avaliações técnicas apontam que Manaus figura como a segunda pior área do Brasil em índices de urbanização voltados ao paisagismo, presença de espécies vegetais e condições ambientais adequadas para o funcionamento do espaço urbano.

O levantamento também destacou os impactos diretos das altas temperaturas na saúde humana. A exposição excessiva ao sol e ao calor extremo pode provocar desidratação e insolação, manifestadas por sintomas como dores de cabeça, tonturas, náuseas, vômitos e fadiga intensa. A orientação de especialistas é restringir atividades físicas e a exposição direta ao sol até as 9h da manhã ou após as 17h.

Para mitigar os efeitos térmicos na cidade, especialistas apontam a necessidade de debates públicos focados em reestruturação urbana, expansão do paisagismo, planejamento do saneamento básico e vazão de fluxos hídricos.