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A Crítica
Meio Ambiente

Garimpeiros que migrarem para outras terras serão presos, diz MPI

A manifestação ocorreu em nota divulgada à imprensa após organizações indígenas relatarem risco de invasão de outras áreas para garimpagem

Publicado em 16/02/2023 às 16h07
Garimpeiros que migrarem para outras terras serão presos, diz MPI
Foto: Arquivo AC

O Ministério dos Povos Indígenas (MPI) afirmou que garimpeiros expulsos da Terra Indígena Yanomami que migrarem para outros territórios tradicionais serão identificados e presos. A manifestação ocorreu em nota divulgada à imprensa após organizações indígenas relatarem risco de invasão de outras áreas para garimpagem.

“Caso sejam identificadas e comprovadas migrações de grupos para atividades ilegais de garimpo e invasões a outros territórios indígenas, o Ministério dos Povos Indígenas irá, imediatamente, acionar as forças policiais para identificação e prisão dos criminosos”, diz a nota do Ministério.

Segundo a pasta, é preciso ter maior fiscalização e inclusão de outros territórios no plano de expulsão dos garimpeiros, porém, os recursos ainda são limitados. Além disso, outros fatores fazem com que a TI Yanomami continue sendo prioridade.

“A TI Yanomami é também mais urgente e sensível devido à sua extensão e localização geográfica, aos altos índices de violação de direitos humanos registrados, por possuir os mais altos índices de óbitos por desnutrição e desassistência em saúde e segurança, além de também contar presença de povos indígenas isolados e de recente contato”, afirma o MPI.

Na semana passada, A CRÍTICA noticiou que o Governo do Amazonas monitora a possível migração de garimpeiros de Roraima para o território amazonense. O risco surgiu após o governo federal iniciar a operação de expulsão das pessoas que estavam ilegalmente na TI Yanomami de Roraima.

Além disso, o Ministério Público Federal do Amazonas (MPF-AM) prepara uma comitiva para ir até a região da Terra Indígena Yanomami (TIY) localizada no Amazonas. A viagem está marcada para os dias 18 a 23 de fevereiro e é baseada em um procedimento interno do órgão que acompanha casos de vulnerabilidade social na região do Rio Negro.