Parlamentares amazonenses visitam o CBA, em Manaus, na próxima semana
Fundado há 10 anos o Centro carece de definição quanto à sua identidade jurídica, para que possa avançar com maior liberdade em suas pesquisas
Uma comitiva de parlamentares amazonenses visitará na próxima segunda-feira (16), o Centro de Biotecnologia da Amazônia (CBA), localizado no Distrito Industrial, Zona Sul de Manaus, para conhecer o funcionamento do lugar – criado para gerar alternativas mediante inovação tecnológica para o melhor aproveitamento econômico e social da biodiversidade amazônica pelo Polo Industrial de Manaus (PIM) – e adquirir, assim, subsídios para fomentar as discussões em torno do futuro do projeto.
Durante a última reunião do Conselho de Administração da Suframa (CAS), ocorrida em fevereiro, o secretário executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic), Alessandro Teixeira, destacou a importância do CBA e disse que ainda “no primeiro semestre vamos ter uma solução que vai colocar o CBA em uma marcha forçada para (…) liderar a questão da biotecnologia no Brasil a partir da Amazônia”.
A colocação do secretário demonstrou estar próxima uma solução para o maior impasse em torno do Centro que, com 10 anos de criação, ainda carece de definição quanto à sua identidade jurídica, para que possa avançar com maior liberdade institucional e financeira em suas pesquisas.
A visita dos parlamentares deve contribuir nos debates para escolha do melhor modelo a ser adotado no Centro de Biotecnologia da Amazônia.
“O CBA está pronto, só é preciso que se decida se vai ser uma empresa privada, se vai ser empresa pública ou se vai ser uma fundação de caráter privado, ele só precisa disso”, diz o secretário de Ciência e Tecnologia do Amazonas (SECT), Odenildo Sena.
A SECT, em parceria com a Suframa (principal mantenedora do CBA e à qual o órgão está ligado), articulou a visita desta segunda, a partir das 10h, na qual os parlamentares assistirão a uma apresentação sobre o funcionamento do Centro e poderão visitar suas instalações.
“Para haver uma real alternativa de desenvolvimento sustentável é preciso ter um olhar crítico e construir as condições que deem à nossa economia essa condição”, diz o superintendente da Suframa, Thomaz Nogueira.