Quinta-feira, 19 de Setembro de 2019
SEM SOLUÇÃO

Desaparecimento de adolescente na Ponta Negra ainda é um mistério

Prestes a completar 8 meses de desaparecido, Rayner Vinicius da Silva Gonçalves, 15, saiu de casa para caminhar na Ponta Negra. Um dia após o sumiço, venezuelana atendeu ligação no celular do jovem e falou que ele teria morrido



rayner_BD91D6B3-5895-4191-95B0-CDF41F6A7E50.jpg Foto: Reprodução/Internet
09/08/2019 às 14:00

O desaparecimento do estudante Rayner Vinicius da Silva Gonçalves, de 15 anos, que desapareceu no dia 16 de dezembro de 2018, na Praia da Ponta Negra, localizada na avenida Coronel Teixeira, bairro Ponta Negra, Zona Oeste, ainda é um mistério para a Polícia Civil do Amazonas. 

Segundo a mãe do adolescente, Maria Antônia, a ausência do filho e a ausência de informações sobre o paradeiro dele ainda é um grande sofrimento para a família. O jovem, na época, após deixar a casa onde mora, no bairro Lírio do Vale 1, Zona Oeste de Manaus, e ter informado a mãe de que iria até a praia caminhar, não foi mais visto.

Um dia após o desaparecimento, na segunda-feira (17), Maria, ao ligar para o celular do filho, uma venezuelana atendeu o telefonema e falou que o adolescente teria morrido. E que encontrou o celular e os pertences dele jogados na praia.

Com ajuda da população, a polícia, por meio da Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), sob o comandado da delegada titular Joyce Coelho, fez a divulgação do retrato falado da venezuelana, em seguida a jovem foi identificada como Rusbelys Yilferlyn Borrero Farias, 23.Ela foi encontrada na avenida Joaquim Nabuco, bairro Centro, Zona Sul. Na ocasião, os policiais conseguiram identificar outras quatro pessoas que afirmavam ter visto o adolescente na Ponta Negra, eles contribuíram com informações sobre o caso.

A delegada informou, na época, que durante depoimento, o grupo de venezuelanos relatou que no dia do desaparecimento eles estavam tomando banho no rio, quando avistaram um rapaz, nadando em direção à boia de segurança. Alguns minutos depois, a pessoa teria ultrapassado o perímetro permitido para banhistas e se afastado da boia, não sendo mais vista. O grupo acredita que era o adolescente Rayner.

O caso atualmente

A reportagem procurou a mãe do adolescente, e ela informou que, mesmo com quase oito meses depois do desaparecimento, a polícia não conseguiu descobrir o que aconteceu naquele dia.

“Eu mandei mensagem para a doutora Joyce e ela disse que continua na mesma, que só falta terminar a quebra de sigilo do telefone. Os venezuelanos continuam soltos, foram visto várias vezes próximo de casa, tem vídeo até que comprova isso, as duas venezuelanas. Perguntei pra delegada e ela disse que talvez tenha sido apenas uma coincidência”, desabafou.

Polícia se pronuncia

A Polícia Civil do Amazonas informou que o Inquérito Policial (IP) instaurado para investigar o caso, foi remetido à Justiça. Na ocasião do fato, as equipes da Depca, com auxílio da Secretaria-Executivo-Adjunta de Operações Integradas (Seaop), da Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM), bem como policiais militares, realizaram várias diligências com intuito de encontrar o estudante, entretanto não obtiveram sucesso.

A polícia informou ainda que, assim que o caso foi registrado, foram expedidos, imediatamente, ofícios aos órgãos competentes que atuam nas saídas da capital, como barreiras de fiscalização e aeroportos, comunicando o desaparecimento do adolescente, bem como a divulgação de fotos por meio da imprensa. O órgão ressalta que caso surjam novos fatos que levem ao paradeiro de Rayner, as investigações irão retornar.


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