Sexta-feira, 03 de Abril de 2020
Caso Lorena Baptista

Julgamento de dentista deve ser concluído neste domingo (9) em Manaus

Em depoimento no quarto dia de julgamento, Milton César Freire afirmou que nunca agrediu esposa e filhos. A versão foi contestada por Pedro Baptista, filho do réu e da vítima, uma das testemunhas arroladas pelo Ministério Público



casal_0455A874-27A0-40D2-B22B-E24B95E2E0EA.jpeg Milton César Freire da Silva e a vítima Lorena Baptista. Foto: Arquivo AC
09/02/2020 às 09:41

O júri popular do cirurgião-dentista Milton César Freire da Silva chega ao seu quinto dia neste domingo (9), quando será a vez dos debates entre os advogados de defesa e acusação e, em seguida, o anúncio do veredicto pelo Conselho de Sentença. Julgamento ocorre no plenário Santa Cruz, no Fórum Ministro Henoch Reis, na Zona Centro-Sul de Manaus. 

Num depoimento no quarto dia de Tribunal do Júri, no sábado (8), Milton, acusado de ter matado a ex-esposa com um tiro, a perita da Polícia Civil Lorena Baptista, pôde explicar a relação dele com a ex-companheira, desde que se conheceram, em 5 de agosto de 1996, até a madrugada de 5 de julho de 2010, data que ocorreu a morte da vítima.



O réu descreveu o relacionamento do casal e desenvolvimento familiar ao longo dos anos, negando qualquer acusação testemunhal de agressões, tanto aos filhos quanto à ex-esposa.

A defesa de Milton sustentou que o tiro dado em Lorena foi acidental. De acordo com o depoimento dado por Milton há 10 anos, pelos laudos periciais e pela encenação do fato, ele afirmou aos jurados que "Lorena quem puxou o gatilho".

Perguntado o que motivou a sua saída do condomínio logo após a morte de Lorena, ele respondeu que, por a ex-mulher ser da polícia, ficou com medo.

O acusado, ao ser inquirido com perguntas feitas pelos jurados, mediadas pelo juiz Mateus Guedes Rios, da 1ª Vara do Tribunal do Júri de Manaus, ele aproveitou a oportunidade para externar seus sentimentos aos seus três filhos, Gabriela, Pedro e Juliana Baptista, hoje com 22, 21 e 20 anos, respectivamente, os quais ele perdeu totalmente o contato desde o ocorrido.

"Ainda sonho em reencontrar meus filhos. Tem 10 anos que não vejo meus filhos", disse em tom emocionado durante seu depoimento. Segundo ele, a pior condenação foi tê-los perdido e ter sido impedido pela família materna das crianças de poder se explicar com os filhos e ter qualquer tipo de encontro, contato, relacionamento ou vínculo afetivo ao longo da última década.

Outra história

Entre as testemunhas arroladas pelo Ministério Público do Estado do Amazonas (MPE-AM) estava Pedro Baptista, atualmente com 21 anos, filho de Milton e Lorena, que esteve no local do crime um dia após o ocorrido. Ele relatou abusos e humilhações vindos do pai ao longo da infância, envolvendo inclusive suas irmãs.

Em seguida, ao ser apresentado pelo juiz à arma do crime, Milton afirmou não reconhecê-la pois, segundo ele, “não entendia de armas”. O ortodontista, entretanto, chegou a servir o exército atuando como 1º tenente em 2000. Ainda na delegacia, 10 anos depois, ao confessar o suposto disparo acidental, descreveu a arma utilizada no crime como uma pistola.

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