David Almeida terá R$ 12 bilhões em 2026
Valor é o dobro do primeiro ano da gestão do prefeito de Manaus; LOA passou a tramitar na Câmara nesta quarta-feira (15)
A Prefeitura de Manaus encaminhou à Câmara Municipal de Manaus (CMM) o projeto da Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026, que prevê receitas e despesas de R$ 12 bilhões. Desde 2021, o orçamento municipal dobrou de tamanho — ali, no primeiro ano da gestão David Almeida (Avante), a peça orçamentária foi fixada em R$ 5,6 bilhões. Em cinco anos, o aumento é de 114%, refletindo o crescimento das receitas próprias e a ampliação dos repasses federais e estaduais.
Recorde — O volume confirma a trajetória de expansão fiscal da Prefeitura de Manaus e consolida o maior orçamento da história recente. De 2024 para 2026, por exemplo, o avanço será de R$ 2,9 bilhões a mais.
Caixa — Do total previsto na LOA de 2026, R$ 7,2 bilhões virão do Tesouro Municipal e R$ 4,7 bilhões de repasses estaduais, federais e outras fontes. A receita corrente líquida prevista é de R$ 10,34 bilhões, base para os limites de gastos com pessoal e endividamento.
Bolo — Na divisão dos recursos, conforme o projeto de lei, Educação é a área mais contemplada, com R$ 3,23 bilhões (26,9%), seguida por Saúde, com R$ 2,08 bilhões (17,3%), e Urbanismo, com R$ 2,07 bilhões (17%).
Candidatura — Em entrevista ao A Crítica PodCast, nesta quarta-feira (15), o vereador Zé Ricardo (PT) confirmou que se prepara para a disputa de 2026, a fim de tentar voltar à Câmara Federal.
É ele — O petista ainda cravou o nome de Marcelo Ramos na corrida por uma vaga no Senado Federal. Ele fez elogios ao colega de partido e sentenciou: “O nome é o Marcelo”.
Sete palmos — Questionado sobre a pendenga com o presidente regional do PT, deputado Sinésio Campos, contra quem disputou o comando do partido e a quem imputou fraude na eleição interna da legenda, Zé Ricardo sustentou que o tema foi sepultado. Ele disse que recorreu à Executiva Nacional do PT, que deu o assunto por encerrado.
Destaque — “Combater o tráfico sem atingir o eixo financeiro do crime é enxugar gelo”. Do vice-governador do Amazonas, Tadeu de Souza (Avante), em artigo publicado no site da revista Veja.
Crime — No texto, Tadeu fala que as hidrovias da região “viraram corredores do narcotráfico internacional” e que há urgência de uma estratégia que una segurança, inteligência e diplomacia. “A mesma rede que movimenta cocaína financia garimpo ilegal, contrabando de minérios e grilagem de terras, corroendo a economia”, afirma.
Inteligência — A fim de obter financiamento via PD&I, por meio da Lei de Informática, o Ministério Público do Amazonas (MPE/AM) apresentou à Suframa projeto que prevê a criação de uma plataforma integrada de análise de dados para monitorar e combater organizações criminosas no estado.
Cerco — “O sistema prevê módulos de data lake, inteligência financeira, análise de dados, uso de IA e georreferenciamento. Se aprovado, será um avanço significativo para o combate ao crime organizado”, disse o promotor Leonardo Tupinambá, coordenador do Caocrimo-Gaeco.